Após o registro de aglomerações em pontos tradicionais da noite curitibana, a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) se defendeu e garantiu que a maioria dos estabelecimentos está cumprindo rígidos protocolos de higiene desde a retomada da bandeira amarela. O presidente da entidade, Fábio Aguayo, procurou a Banda B na tarde desta segunda-feira (31) e disse que é necessário ressaltar o trabalho de empresários que estão seguindo todas as medidas e que não podem conviver com mais um fechamento.

(Foto: SMCS)

“São empresários que sabem que se uma nova onda de crescimento do coronavírus ocorrer, como já está acontecendo na Europa, isso significa encerrar as atividades, porque ninguém mais tem fôlego, então não é bom para ninguém. E nós, como representantes dos setores econômicos, temos que fazer cumprir as normas sanitárias, as normas de distanciamento. Não é porque meia dúzia está eufórica, como manada, que vamos deixar perder o rumo da seriedade. A pandemia não acabou e aí está o perigo”, disse Aguayo.

Para Aguayo, o fenômeno das aglomerações foi algo nacional e que não afeta apenas o setor de gastronomia e entretenimento. “Foi um efeito que atingiu o Brasil inteiro, tanto é que a gente viu pessoas saindo no Nordeste, Manaus, no Rio de Janeiro. Com seis meses de pandemia, as pessoas estão saindo de casa e tudo está abrindo gradualmente, então não é só o nosso setor. Da forma que é propagado, parece que é algo que atinge apenas a gente, o que não é verdade”, explicou.

Por mais de dois meses, os bares foram impedidos de abrir as portas por força de decreto que estipulou a bandeira laranja em Curitiba. A reabertura começou no último dia 18 de agosto. O tempo bom do último fim de semana levou milhares de pessoas às ruas e o movimento em bares ganhou força nas redes sociais.

Atuação conjunta

Segundo o presidente da Abrabar, a categoria vê com muita preocupação os ocorridos e já tem procurado o Poder Público para evitar um novo fechamento. “Já procuramos a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde, para uma campanha preventiva, procurei o secretário municipal Guilherme Rangel [Defesa Social], e precisamos atuar em conjunto. Temos que trabalhar em conjunto, é a hora de dar a mão, porque se voltar a crescer os índices, nenhuma atividade econômica vai aguentar”, comentou.

Aguayo ainda criticou empresários que tem realizado festas clandestinas e pediu um trabalho preventivo por parte das autoridades.

Música

Nesta terça-feira (1), músicos de diversos estilos da capital paranaense se uniram e vão fazer um protesto, a partir das 11h, em frente à Prefeitura de Curitiba com o propósito de reivindicar um acordo com a Secretaria da Saúde para terem o direito do retorno ao trabalho.

Enquanto a aprovação não acontece, Aguayo pediu cautela. “Os empresários precisam entender que não pode ter música e tem muita gente descumprindo isso. Se a Prefeitura mudar, ótimo, mas vamos respeitar o que é proibido”, concluiu.