Após a confirmação do retorno à bandeira amarela em Curitiba, a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (ABRABAR) entrou com um mandado de segurança contra a Prefeitura de Curitiba. Segundo o documento, anexado juridicamente nesta quarta-feira (19), a associação pede que seja suspensa a atuação de fiscais do município que agem proibindo música ao vivo em bares e restaurantes. A entidade alega que a Prefeitura de Curitiba não tem embasamento para a proibição.

O presidente da Abrabar Fabio Aguayo disse à Banda B na manhã desta quinta-feira (20) que o setor está sendo um dos mais prejudicados durante nas ações de enfrentamento à covid-19. “Mais uma vez nosso setor está sendo prejudicado, todas as atividades voltando ao normal, claro, com toda a precaução, e o nosso setor ainda sendo prejudicado com aquele 9 metros quadrados. Até mesmo os ônibus estão funcionando com essa carga de 50%, os hotéis, pousadas”, criticou.

Músicos

Segundo ele, há profissionais da música que estão há meses sem salários e não foram contemplados por benefícios. “Tem músicos que estão há cinco, seis meses sem trabalhar. Não estão recebendo auxílio de Governo, de Prefeitura, nada. Ações dos próprios empresários e associações que estão arrecadando cestas básicas e materiais para eles sobreviverem. Ninguém está falando de um show com mil pessoas e muvuca, mas tudo dentro do planejado, segundo o alvará de cada estabelecimento. Os bares ainda estavam ajudando, fazendo apresentações solos desses cantores, sem banda nem nada. Os bares foram fechados, agora o decreto amarelo retorna e mesmo assim eles não vão poder trabalhar?”, detalhou o presidente.

Para a entidade, bares, restaurantes, lanchonetes e similares têm condições de operar com 50% da capacidade, assim como defende a reabertura do sistema de self service. “Nas feiras livres e mercados as pessoas pegam os produtos, escolhem, levam para a casa, mas nossos restaurantes por buffet não podem servir”, indagou.

Cuidados

Ao reivindicar os procedimentos, ressalta o presidente Fábio Aguayo, os referidos estabelecimentos assumem como compromisso de operar com tais características e observando as regras sanitárias já amplamente conhecidas pelo segmento. “Precisamos de um planejamento de retomada na área de eventos, ninguém consegue sobreviver sem se planejar”, finalizou.