A parte mais emocionante no jogo de ontem não foi a homenagem a Alex e nem o gol que o craque marcou.

Foi o momento da despedida de William, que chorou feito criança na frente da torcida que gritava seu nome. No futebol moderno a gente se desacostumou de ver esse tipo de atitude.

Hoje em dia quase nenhum jogador tem o famoso “amor a camisa”. Jogam apenas por dinheiro. Se transformaram em profissionais da bola. Mas em muitos casos se comportam como mercenários, sem nenhum compromisso com o clube que paga seu salário.

O choro de William me fez voltar por alguns instantes a um tempo em que os jogadores defendiam seus clubes com o coração. Valorizavam a entidade que “colocava comida na mesa de sua família”, como diria o grande Dionísio Filho, ex-jogador e comentarista da Banda B.

Uma época em que nossos ídolos eram acima de tudo homens de respeito e de atitude. E não “produtos” criados pelo marketing e pela mídia, como muitos que existem hoje em dia.

Um tempo bom que acabou e que não volta mais.

Saí do estádio feliz com a vitória, satisfeito por participar da festa de Alex. Mas por dentro carregava um pouco de tristeza por ver o que fizeram com o futebol, esse esporte que aprendi a amar desde criança. Acho que estou ficando velho…

Maldito futebol moderno.