Um sentimento de alívio tomou conta do torcedor Coxa Branca ao final da partida disputada em Itu.  A vitória sobre o São Paulo garantiu o Coritiba na primeira divisão e evitou um novo rebaixamento para a Série B, o que seria um desastre para o clube. Porém passada a euforia pós-jogo é hora de encarar a realidade. Nós não temos nada para comemorar. Muito pelo contrário.

É preciso cobrar a diretoria alviverde pelo fracasso na gestão do futebol durante a temporada de 2013. Que teve início com a conquista “sofrida” de um fraco Campeonato Estadual diante do time reserva do nosso maior rival, passou pela eliminação da Copa do Brasil para o modesto Nacional de Manaus e terminou na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Muito pouco para quem ouviu do presidente do clube a promessa de que esse ano o time iria lutar por um título nacional e uma vaga na Libertadores.

Uma promessa que passou longe de ser cumprida. Mas que agora deve ser cobrada pelo torcedor junto ao principal responsável pelo fracasso: Vilson Ribeiro de Andrade, o todo poderoso presidente Coxa Branca.

Foi o nosso presidente que deu “carta branca” para Felipe Ximenes gerenciar o Departamento de Futebol do clube. E os resultados foram catastróficos. Montou um elenco fraco e que custou a maior folha de pagamento da história do Coritiba.  Pior, o CT da Graciosa virou o paraíso dos empresários de futebol. Jogadores de qualidade duvidosa foram contratados “aos montes”. Todos com contratos longos e salários altos. Ao mesmo tempo em que jovens promessas da base  eram dispensados ou emprestados para disputar divisões inferiores de campeonatos estaduais de menor expressão, jogando no ralo todo investimento feito na formação dos atletas.

Alguns dos nossos principais jogadores foram vendidos a preço de banana, inclusive para concorrentes diretos. A desculpa repetida como um mantra para justificar as negociações ridículas foi a de que “não se pode segurar jogador que quer sair do clube”. Uma mentira do tamanho do Couto Pereira.  A verdade é que contratos mal-feitos nos custaram milhões de reais. O “estrago” foi gigantesco.

Pra piorar velhos problemas voltaram a prejudicar o time dentro de campo. Não é preciso ser especialista para perceber que o desempenho do Departamento Médico e de Preparação Física contribuíram para o fracasso da equipe no Brasileirão. Isso sem falar nas finanças do clube, que segundo dizem os conselheiros  foram “pro buraco”. As notícias sobre atraso de salários viraram rotina.

E pra fechar o ano com “chave de ouro” uma briga entre o presidente e os jogadores sendo escancarada na mídia. Algo que eu nunca tinha visto acontecer no futebol.  A fórmula para o rebaixamento foi seguida a risca.

Não foi a toa que escapamos da “Segundona” na última rodada, após um sofrimento desgraçado. Temos que agradecer muito ao Tcheco, que conseguiu fazer um verdadeiro milagre ao nos deixar na Série A após tudo o que aconteceu.

Foram tantos os erros cometidos em 2013 que daria pra escrever um “livro vermelho” sobre como não administrar o futebol do Coritiba. E isso não pode ser esquecido. Vílson Ribeiro de Andrade precisa se cobrado para efetuar as mudanças necessárias em todo o clube.

Caso contrário em 2014 o mesmo filme será repetido. Com o risco de não ter um final feliz.