Depois de algum dias ausente, estou de volta.

Imposições da vida, contingências, falta de inspiração, classifique como quiser. O fato é que escrever em forma de crônica, exige uma leitura diferente da movimentação periférica da gente. E às vezes, estes olhos perdem o filtro e cega para a movimentação do entorno.

Aos poucos retomo a vida, muito provavelmente, diferente da que tive até aqui.

Com quase 63 anos, acho que já vivi um bom número de experiências nesta vida. Isso não significa que os recomeços deixem a vida mais simples, só porque você é mais experiente. Pelo contrário, recomeços aos 63 anos, exigem ingredientes adicionais, seja qual for a sua dor ou a retomada das rédeas.

A máquina que te leva pra frente chama-se amor pela vida, pelo prazer de tentar encontrar razão nela, nas pessoas que te amam e uma inesgotável força que precisa ser procurada em algum lugar, que todos temos. Para alguns em buscas intermináveis, mais difíceis, para outros nem tanto. Também tem os que preferem passar batido por tudo isso, ao ritmo da brisa que sopra suave, mesmo em tempestades.

Escolhas, formação, características que nos forjam conforme entramos cada vez mais no fundo de nós.

Não como queria, mas como a vida manda e com alguns ajustes, estou de volta, sim. Quem sabe de outra forma, com outra leitura desta vida doida, mas ainda teimando, tentando fazer uma leitura diferente da minha e da vida lá fora.

Nos vemos em breve, aqui mesmo!

*Sergio Brandão é jornalista há 43 anos, com passagem pelas principais emissoras de tv, rodou o Brasil por conta da profissão. O jornalismo que ensina a olhar as coisas com olhos diferentes, para Brandão é um exercício diário.