Acharam que o primeiro alarme seria o único e suficiente. Os avisos seguintes, não importam, é “excesso de zelo”.

Preferiram achar que o sacrifício já estava dado e bastava. Foi a parcela que cada um deu ao isolamento.

Era só o começo. Foi só o primeiro dos alertas que se seguem e ninguém mais respeita. Porque quem manda, manda errado. Se perdem no abre e fecha e no que pode e no que não pode. Justo agora, no pior momento, em pouco mais de três meses de pandemia, falta coragem para determinar o que lá na frente será inevitável.

Imagem: Pixabay

É porque ainda elegem a política da boa vizinhança com o empresariado, deixando a população empilhada em ônibus, se aglomerando nas ruas, shoppings e lojas, fazendo de conta que tudo está dentro do normal.

Inventam cores para sinalizar o perigo. Como salva-vidas na areia da praia, ao lado da bandeira vermelha, esperando pelo salvamento da próxima vítima. Afinal este é ano de eleição e não seria simpático adotar o fechamento total.

Onde a informação não chega, há muita dificuldade de entendimento da gravidade do problema. Enquanto isso, vamos acumulando recordes de novos casos e de mortes.

Ainda falta o entendimento coletivo.

 

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


*Sergio Brandão é jornalista há 43 anos, com passagem pelas principais emissoras de tv, rodou o Brasil por conta da profissão. O jornalismo que ensina a olhar as coisas com olhos diferentes, para Brandão é um exercício diário. Sempre com uma narração leve e didática, às vezes romanceada, conta histórias da vida, num cotidiano de todos, mas que também servem de espelho. Coisas da vida, do nosso dia a dia, que encontramos numa interpretação semanal, vista com olhos de quem vê a vida por um viés que às vezes passa batido. Um bom momento para aqui no Blog, ver uma vida contada em textos.