Não deu tempo nem de dar tchau, um até breve.

Bitt se foi sem fazer barulho. Além da competência profissional, deixa a gente sem saber o que fazer naqueles momentos de fechamento de edição, quando ele aparecia com uma brincadeira qualquer para descontrair.

Bernardo Bittencourt era correto, bom, alto astral, gente muito boa. Daquelas pra nunca esquecer.

Bernardo Bittencourt

Fazia parte de um time seleto, montado por mim mesmo, dos meus atleticanos preferidos. Porque via o futebol como viveu. Tirou lições dele, era exigente com a qualidade e morreu sem ter visto o que sonhou: ver o seu Atlético como naqueles atletibas memoráveis, dos anos 60 e 70.

Com rodagem por todos os caminhos que o jornalismo pode oferecer, passou limpo. Com isso conquistou respeito e admiração de todos.

Você vai fazer falta, meu caro Bitt. Principalmente porque gente como você anda pegando o boné e caindo fora muito cedo. Contava com vocês pra mudar as coisas que achamos que precisam ser mudadas.

Acho que você e este time que sai de cena, podiam ter ficado um pouco mais pra melhorar nosso humor que anda no limite. Ou pra nos dar alguma segurança e esperança que somos capazes de acreditar em dias melhores.

Não falo só de humor. Falo em acreditar que o ser hunano é possível. E isso a gente via em criaturas como você. Não que eu seja um pessimista sobre nosso futuro, mas espécies como você, parece que só são encontradas em vitro.

Muita luz nesta nova jornada, meu caro!

 

*Sergio Brandão é jornalista há 43 anos, com passagem pelas principais emissoras de tv, rodou o Brasil por conta da profissão. O jornalismo que ensina a olhar as coisas com olhos diferentes, para Brandão é um exercício diário.