Não é de hoje que a criminalidade faz parte das mais diferentes sociedades. Os filósofos gregos Platão e Aristóteles, por exemplo, já relacionavam a miséria ao cometimento de crimes cerca de 400 anos antes do nascimento de Cristo. A evolução tecnológica, porém, cria novas modalidades e exige novos meios de combate.

Foto: Agência Senado

Recordista no número de crimes virtuais, o Brasil já sofre com golpes em condições normais, com 366 ataques cibernéticos por dia, segundo levantamento divulgado pelo Ministério Público Federal (MPF) no ano passado.

2020 chegou e passamos a conviver com a necessidade de isolamento social, em um ano marcado pela pandemia do coronavírus. Mais uma vez, a criminalidade parece se reinventar. Com cerca de metade das pessoas do país em casa, o número de crimes presenciais (roubo, sequestro e furto, narcotráfico, contrabando, entre outros) parecem ter diminuído, mas não está sendo difícil encontrar a vulnerabilidade emocional das pessoas por outros meios.

A distância entre as pessoas tem levado criminosos a buscar novos esquemas e artimanhas para agir. Sem os tradicionais pontos de ação, a internet se tornou um dos principais locais para crime.

Essa busca tem atingido pessoas que se utilizam de meios virtuais em busca de descontos em lojas virtuais, com dificuldade para sacar benefícios concedidos pelo governo. E esse crescente aumento de crimes relacionados a internet, especialmente por emails, SMS e redes sociais (Facebook, Instagram) tem assustado as autoridade de todo país.

Os crimes mais comuns são aqueles contra a honra, como injúria, calúnia e difamação. Porém, aumentaram exponencialmente as importunações sexuais, extorsões, ameaças, estelionatos e outras fraudes.

O que torna os crimes ainda mais preocupante é o fato de que todas as autoridades, como polícia e Poder Judiciário, estão em sérias restrições e a apuração fica ainda mais difícil.

Uma única empresa de segurança detectou que mais de 4,5 milhões de brasileiros acessaram sites falsos em busca do chamado “Coronavoucher”, só para exemplificar.

Outros números que assustam são os que mostram a quantidade de fraudes em ofertas, serviços de streaming, promessa de aumento de franquia em internet e ofertas de Dia das Mães. Há ainda situações ainda mais eticamente reprováveis, como aqueles que simulam ser de departamentos de assistência e do governo e pedem doações em favor de pessoas necessitadas pelo coronavírus.

Portanto, devemos ter muito cuidado ao compartilhar dados e informações, bem como evitar baixar aplicativos e outros download.

Confira algumas das principais dicas para não cair em golpes virtuais:

  1. a) O site oficial receber auxilio emergencial é o http:/auxilio.caixa.gov.br. ;
  2. b) Sempre que baixar qualquer aplicativo, é importante fazer pela loja oficial do sistema operacional, seja ele Android ou IOS;
  3. c) Não repassar nenhum dado ou senha por telefone ou email. O banco não liga ou envia mensagens para atualizar dados cadastrais, transferências e transações;
  4. d) Não utilizar redes públicas de internet quando estiver em ambiente desconhecido;
  5. e) Fique atento e evite utilizar links recebidos por SMS, Whatsapp e email;
  6. f) Em caso de suspeita de ter entregue indevidamente qualquer informação, altere imediatamente sua senha.

Em Curitiba, o estado tem atuado para combater esses tipos de crime. Temos por aqui o eficiente e respeitado Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), que atua no combate a esses tipos de crime.

Você também pode pedir ajuda:

Endereço: Rua Pedro Ivo, 672, Centro, Curitiba/PR

Telefone: (41) 3304-6800 ou (41) 3321-1900

Delegacia Online:  http://www.delegaciaeletronica.pr.gov.br/

Pela internet:

SaferNet – Canal que permite ajuda e orientação a mulheres vítimas de crimes virtuais.

Dr. Igor José Ogar – advogado especialista em Direito Criminal. Com especialização em Harvard Law School, Dr. Igor atua de forma direta em casos de relevância na área criminal. Para abranger o perfil profissional, Dr. Igor tem formação acadêmica em Contabilidade, Transações Imobiliárias, Bacharelando em Ciências Econômicas e cursos no Brasil e exterior, nas mais diversas áreas da economia, exatas e direito. Além disso, exerce trabalho voluntário na área de Direitos Humanos e Proteção Animal.