Todos os dias vemos notícias de violência contra as mulheres, que são agredidas e mortas, onde o grande volume é causado pelos companheiros, maridos e ex-maridos.

Esse tipo de crime sempre ocorreu, porém, apesar de sempre ter havido previsão legal para punir os agressores no Código Penal, apenas após a criação da Lei Maria da Penha, que tanto os governantes como a própria mídia deram mais enfoque a esse tema, que até então eram relegados a um segundo plano.

Desde então foram criadas delegacias especializadas no atendimento das mulheres, pois antes era muito constrangedor para as mulheres registrarem um Boletim de Ocorrência contra seus agressores, visto que quando agredidas, ao chegarem nas delegacias eram geralmente atendidas por homens, não que eles não tivessem competência ou preparo para atende-las, mas é que a situação psicológica das mulheres que haviam acabado de serem agredidas por um homem as deixava desconfortáveis para relatarem coisas pessoais e íntimas para um homem “desconhecido”, e na maioria das vezes acabavam por se omitir e aceitar caladas as agressões, deixando seus agressores impunes.

Impunidade essa que deixou a Sra. Maria da Penha paraplégica devido às agressões de seu companheiro, e que devido à repercussão de seu caso, acabou a lei recebendo seu nome.

O que vemos hoje, na realidade não é um aumento das agressões, mas sim uma real visão delas, pois com o apoio da imprensa e do próprio governo as mulheres foram aos poucos perdendo o medo e confiando mais na justiça para protegê-las e fazerem as denúncias.

Isso que estamos constatando com as mulheres também deveria ser estendido a todos que tiveram seus direitos feridos através de furtos, roubos, agressões, lesões corporais, homicídios, etc…

Infelizmente o que acontecia com as mulheres anteriormente, ocorre hoje com todos, homens e mulheres nos demais crimes.

E assim como as mulheres viam seus agressores impunes, o resto da população também padece do mesmo mal, a IMPUNIDADE, pois a polícia prende o mesmo marginal várias vezes, mas a legislação atual sempre trata o marginal como vítima, quando na realidade a verdadeira vítima, o cidadão, é colocado em segundo plano e abandonado.

Essa impunidade faz com que nossa realidade da criminalidade seja distorcida, pois a grande maioria da população não tem mais interesse em fazer queixa dos crimes que sofre, pois sabe que é perda de tempo, e mesmo que o “bandido” seja preso, em poucas horas ou dias estará nas ruas e poderá até se vingar de quem fez a queixa contra ele.

Assim como criaram uma lei para proteger as mulheres, deveriam “acertar” as leis para proteger à toda a população e colocar os marginais atrás das grades, pois essa impunidade generalizada faz a cada dia aumentar a violência dos marginais que se sentem protegidos pelas leis atuais.

Por isso o futuro está nas nossas mãos, e o primeiro passo é ter consciência ao escolher seus representantes, Vereadores, Deputados, Senadores, Prefeitos, Governadores e Presidente.

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