O golpe do boleto falso vem se tornando cada vez mais comum no Brasil. A prática envolve a falsificação de cobranças para fazer com que o pagamento vá para a conta bancária do golpista. São vários truques usados, que vão desde a manipulação do código de barras, até a criação de páginas falsas para lhe enviar um boleto adulterado.

Veja, a seguir, dicas para não ser enganado na hora do pagamento.

  1. Cheque os dados do boleto: Veja se os dígitos finais representam o valor do boleto, pois se são diferentes, é possível que seja golpe. Ex.: Se você tem uma conta de R$119,79, os últimos números (Veja a foto) devem ser 11979, caso não seja, pode ser um golpe. Confirme também seus dados pessoais, como CPF, e busque por erros de português e de formatação. Verifique ainda se os primeiros dígitos do código de pagamento coincidem com o código do banco que aparece como sendo o emissor do boleto. Um boleto do Banco do Brasil sempre começará com 001, do Bradesco com 237, da Caixa Econômica Federal com 104, do Itaú com 341 e do Santander com 033. Os números bancários podem ser checados no site da Febraban.

(https://www.febraban.org.br/associados/utilitarios/bancos.asp).

  1. Prefira a leitura automática do código de barras: Em qualquer boleto, prefira sempre ler o código de barras pela câmera do celular ou no caixa eletrônico. Em geral, boletos com linha digitável adulterada não trazem código de barras compatível e precisam forçar a vítima a digitar a sequência manualmente para completar o golpe. Um documento com barras ilegíveis, portanto, tem maiores chances de ser fraudulento.
  2. Baixe o boleto no site do credor: Sempre que possível, é importante baixar boletos diretamente no site do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. Duvide sempre de boletos que chegam por e-mail, especialmente quando a mensagem traz um assunto como “Urgente” ou “Seu nome está no Serasa”. Uma boa maneira de driblar esse tipo de problema é usando um serviço de e-mail com bom sistema de anti spam, como o Gmail. O mesmo vale para faturas que chegam via WhatsApp. Em golpes mais sofisticados, um boleto falso pode até mesmos ser enviado para a casa da vítima. Nessa modalidade, o documento pode vir com visual idêntico ao original, incluindo envelope com carimbo e remetente real.
  3. Certifique-se de que o site é seguro e evite Wi-Fi público: Ao fazer download do boleto no site do credor, certifique-se de que está acessando a página verdadeira e de que o endereço começa por HTTPS. Páginas seguras trazem o selo do certificado SSL que assegura contra invasões e garante maior confiabilidade para o documento que está sendo baixado. Evite também se conectar em redes públicas. Em golpes mais avançados, o criminoso pode interceptar o acesso e alterar um boleto aparentemente baixado do site oficial do banco. Por isso, opte sempre por fazer o download em uma rede segura e com senha, ou pela Internet móvel do celular.
  4. Evite baixar programas duvidosos: Podem conter vírus que poderão ser usados para roubar seus dados ou enviar documentos falsos tentando te enganar (Ex.:boletos)
  5. Cuidado com o vírus do boleto: Baixe um bom software de segurança e faça varreduras periódicas para se assegurar de que não há infecção na máquina. Lembre-se também de não usar computadores de acesso público — afinal, não há como garantir que o sistema está livre de ameaças.

E lembre-se sempre, PREVENIR, é melhor que remediar.

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