E para começar vou falar do juramento, pois muitas profissões têm juramentos que os profissionais fazem quando de sua formatura, mas apenas os militares oferecem sua vida em sacrífico”.

Este é o juramento da Polícia Militar do Paraná:

Prometo regular minha conduta pelos preceitos da moral, respeitar meus superiores hierárquicos, tratar com afeto meus companheiros e com bondade meus subordinados; cumprir rigorosamente as ordens das autoridades competentes, e devotar-me inteiramente ao serviço do Estado e da minha Pátria, cuja honra, integridade e instituições, defenderei com o sacrifício da própria vida”.

É apenas no serviço militar que os homens e mulheres consentem colocar em risco a própria vida por um ideal que é manter a ordem e preservar vidas alheias. Da mesma forma, até morrer para expurgar ou evitar um mal maior, defendendo a honra e as instituições a que servem, e sem sombra de dúvidas, elevam a profissão militar e a de bombeiro militar a um nível que nenhum civil entende ou compreende tão bem como os militares.

E é comum vermos noticiários de policiais e bombeiros militares mortos no cumprimento do dever, onde para salvar uma vida, sacrificam a própria vida.

E este conceito de sacrifício da própria vida é formado e forjado durante os cursos de formação.

Muitas pessoas criticam a dureza dos cursos de formação dos militares, pois como disse, além de, serem formados para uma função totalmente diferente daquela que exerciam como civis, também tem que ser forjados, assim como se forja o aço, para que realmente entendam e incorporem o espirito de ser militar.

Quando era da Comunicação Social da PMPR, a repórter de um jornal me ligou dizendo que tinha recebido uma “denúncia” que a Academia Militar do Guatupê iria fazer um treinamento na Serra do Mar e era inverno e que se não era melhor esperar o tempo melhorar para levar os alunos, pois iriam sofrer no frio e na chuva.

Fiz uma pergunta a ela. “Você tem filhos? E ela me respondeu que tinha dois adolescentes.

Aí fiz outra pergunta. E se eles tivessem saído para um passeio na Serra do Mar e tivessem se perdido, o que ela faria?

Ela me respondeu de pronto que iria ligar imediatamente para a PM e para os Bombeiros para irem socorrê-las.

Então eu lhe fiz a seguinte indagação: “E se ao pedir socorro, lhe respondessem, que como estava frio e chovendo teriam que esperar o tempo melhorar para que os policiais e bombeiros não pegassem friagem. O que ela acharia?”

Ela disse que seria um absurdo e que iria cobrar a ida deles. Então eu lhe disse:

– Por isso que treinamos nossos profissionais em todas as situações, circunstâncias e climas, para estarem preparados e prontos para atender a população a todo e a qualquer momento.

Assim como em todas as profissões, pode ocorrer de ingressarem “maus elementos”, mas quando identificados são processados e expulsos, pois não admitimos maus elementos em nosso meio.

E todos sabem, que apesar de gostarem ou não dos policiais militares, se estiverem em risco, com certeza, a primeira coisa que vem à cabeça é o telefone 190, e irão ligar para pedir socorro àqueles que estão nas 24 horas do dia prontos para lhes atenderem e que irão colocar suas vidas em risco, para salvar as suas.

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