Como o artigo da semana passada, que falava sobre o medo, foi um sucesso entre os leitores, decidi falar de uma coleguinha de classe do medo: a vergonha (tenho pra mim que ambos estudaram na mesma escola rsrsrs).

A tal vergonha já te deixou com as bochechas rubras ou lhe cortou a voz? Fez as pernas bambearem ou saírem correndo de alguma situação? Quem nunca?

Por acaso lhe veio à mente alguma lembrança de vergonha? – a mim várias rsrsrs…

Ela tem um tipo de inocente, mas é verdadeiramente malvadona rsrsrs, segue a leitura que você vai entender o porquê.

 

Começarei te contanto uma das consequências da vergonha relatando um causo meu mesmo rsrsrs (seja bonzinho ao ler o próximo parágrafo, eu era criança!).

Em minha vida a vergonha esteve presente em várias fases (provavelmente na sua também), mas na infância era tãaaaaao intensa que me levou a fazer o número 2 nas calças por vergonha de pedir para ir ao banheiro… por si só isso já é constrangedor certo? – agora imagina essa situação em pleno supermercado vestindo uma roupa clara… é… a vergonha de pedir algo tão simples e natural me levou a uma situação de fato difícil de se enfrentar (não vale rir em, Deus tá vendo).

Imagino que você se pergunte como estou atualmente, posso dizer que a tal vergonha ainda dá suas caras com frequência, mas já não deixo ela tomar conta. Hoje escrevo, atendo, faço vídeos, falo em público, dou palestras… as vezes rola uma suadeira e uma vermelhidão sim, outras vezes uma procrastinação, mas quando percebo que é a vergonha que está querendo me borrar as calças, ahhhh…. trato de mandar ela as favas e seguir meu caminho. (Fácil? Não! – mas possível!)

Acredito, caro leitor, que você sabe perfeitamente como é sentir vergonha, agora, sabe o que ela é? Ou que mal ela traz para sua vida?

A vergonha é aquela angústia de errar, de tropeçar, de ser depreciado (“da plateia jogar tomates”) de se sentir ridículo ou diminuído. É justamente isso, essa sensação, que te segura de ir lá e assumir riscos, de subir nos palcos da vida, mostrar suas ideias e suas criações, é essa vergonha que nos impede de fazer a diferença necessária para alcançar novos patamares na vida, de avançar rumo a tudo que podemos ser e crescer, de levar nossa mensagem ao mundo.

Para me ajudar a esclarecer as sombras da vergonha, vou trazer hoje o conteúdo do livro da maior perita que conheço no assunto, a pesquisadora, escritora, professora e palestrante premiada Brené Brown (ela é toooooop, dá um Google, mas só depois de terminar sua leitura S2, combinados?):

“A vergonha extrai seu poder do fato de não ser explanada. Essa é a razão pela qual ela não deixa os perfeccionistas em paz – é tão fácil nos manter

calados! Se, porém, desenvolvermos uma consciência da vergonha a ponto de lhe dar nome e falar sobre ela, nós a colocaremos de joelhos. A vergonha detesta ser o centro das atenções. Se falarmos abertamente sobre o assunto, ela começará a murchar. Assim como a exposição à luz é mortal para os gremlins, a palavra e a conversa lançam luz sobre a vergonha e a destroem.”

Como resultado de anos de pesquisa Brené apresenta a seguinte definição: “Vergonha é o sentimento intensamente doloroso ou a experiência de acreditar que somos defeituosos e, portanto, indignos de amor e aceitação.”

E também elenca uma série de lugares comuns onde a vergonha está presente. Não, a vergonha não é artigo de luxo, ela é coisa de dia a dia mesmo, e não faz distinção de credo ou classe social. Segundo a Brené a vergonha está presente no que sentimos sobre a aparência física, dinheiro e trabalho, maternidade/paternidade, vícios, sexo, religião, idade etc.

Então o que fazer com a vergonha?

Três palavras: resiliência, autoaceitação e empatia.

Em seu livro “A coragem de ser imperfeito”Brené apresenta os quatro elementos da resiliência:

I – Reconhecer a vergonha e compreender seus mecanismos;

II – Praticar a consciência crítica;

III – Ser acessível;

IV – Falar da vergonha.

É fato que somos cercados por uma cultura de vergonha, de pré-conceitos, de crenças limitadoras e reprovações, mas não precisamos ser reféns dela. Isso é e sempre será uma escolha nossa!

Quer vencer suas limitações? Eu posso te ajudar, é só me enviar um whats clicando nesse link: http://bit.ly/WhatsIsabelle que a gente conversa.

A pergunta da semana vem em dobro:

Você tem vergonha de quê?

Isso ainda tem sentido na sua vida hoje?

Contato:

Me acompanhe e empreenda sua vida.

Gostou desse artigo? Manda um e-mail contando para mim, quero ouvir a sua opinião.

Pode enviar também sua dúvida ou comentário, quem sabe posso fazer dela o tema de um artigo do blog!