O artigo de hoje é fruto da reflexão de um delicioso amanhecer pré-verão na janela aqui de casa. Daqueles com lindos tons pasteis de azul, rosa e branco que vão mudando a intensidade conforme o sol vai se espreguiçando ao leste, e crescendo até ficar reto no alto da metade do dia, iluminando tudo.

Como é gostoso ter dias plenos de sol, poder tomar um energizante banho de mar, de piscina, de chuva ou mesmo um divertido banho de mangueira (e relembrar as peripécias da infância).

Poder caminhar na areia da praia aproveitando a brisa fresca do amanhecer ou ir ao parque nos finais de semana e colocar os pés no gramado, sentir a sombra de uma boa árvore bem verdinha no meio de uma tarde de sol pungente.

Dias de sol são lindos e estimulantes, dias de chuva são necessários e refrescantes, há ainda os dias cinzas que podem ser perfeitos para refletir (e colocar ordem nas gavetas dos pensamentos que por vezes ficam totalmente bagunçadas rsrsr).

Foto Pixabay

Assim como a natureza tem primavera, verão, outono e inverno (se você, como eu, mora em Curitiba às vezes têm as quatro num mesmo dia…), também existe uma natureza da sua alma.

Existem fases em que a alma está toda florida, outras em que está tão radiante quando o sol, há ainda aquelas em que se faz fundamental abandonar as folhas que já secaram e para completar o equilíbrio a alma tem seus invernos que permitem o recolhimento ao próprio interior para acolher a si mesma e assimilar as mudanças.

Há uma grande sabedoria por trás dos ciclos da alma e de cada estação que passamos, pois são estas diferentes fases que nos permitem crescer, fortalecer, realizar, evoluir, prosperar…

O que é diferente da natureza do mundo é que as fases da natureza da alma não possuem um prazo de duração definido, muito menos data de início ou fim. E independentemente da fase, todas terão suas partes boas e não tão boas, algumas serão mais fáceis outras mais difíceis.

Lembrando que invernos rigorosos ganham lindos dias de sol, e que verões intensos também possuem dias cinzas, há uma beleza e um equilíbrio divino em tudo.

Então qual a melhor maneira de lidar com cada fase?

O melhor que se pode fazer é viver cada uma de forma plena, abraçá-las de peito aberto, buscar compreender seus aprendizados, respeitar suas necessidades e agradecer suas bênçãos.

Mas e se ficar muito difícil? Se a neve de um inverno for tão constante que pareça que não vai acabar? Ou se não se souber o que fazer com o excesso de possibilidades de florescer na primavera?

Nessa hora é que se busca ajuda. Existem várias formas de encontrar ajuda, e depende das necessidades de cada pessoa.

A ajuda pode estar na prática da meditação, na psicoterapia, na psicanálise, no reiki, no coaching, na acupuntura, na psiquiatria, na fitoterapia, nos florais, na junção de mais de uma técnica como o reiki e a psicoterapia, e para mim também na fé em Deus ou naquilo em que você acredita.

São enriquecedoras todas as nuances da alma. Cada uma das estações terá seu momento certo de iniciar e terminar, pois uma coisa é certa, tudo na vida é passageiro (o texto é profundo e mesmo assim eu lembrei da piadinha infame… rsrsrs).

Cuidemos sempre de aceitar e acolher as particularidades de cada uma delas, mesmo quando não for tão simples ou fácil (amigo leitor, eu bem sei que tem horas que é difícil pra caramba…).

E que também tenhamos amor e compaixão em compreender que as outras pessoas também passam por seus invernos e merecem nosso respeito.

Às vezes aquela pessoa que está sentada ao seu lado agora pode estar com a alma endurecida de frio precisando apenas de um SOLriso seu para aliviar uma parcela de sua dor.

Que em nossas vidas hajam primaveras e verões mais longos que invernos, e que nossos outonos levem embora tudo aquilo que não nos serve mais!

A pergunta da sua coach hoje é bem importante:

Você tem respeitado as suas estações?