Marcha das Mulheres em Brasília – Foto: (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Hoje o texto é em homenagem ao mundo do rosa, da coragem, da força, do desbravamento, do amor, do gerar a vida, enfim, das mulheres. E não estou “puxando a sardinha pro meu lado não”, mas é fato que você que está lendo agora, ou é uma mulher como eu, ou nasceu de uma mulher (ou como sua mãe diria: você não é filho de chocadeira menino), então também vale a pena ler.

É engraçado como às vezes algumas datas nos trazem reflexões interessantes. O último dia das mães me fez ter vontade de escrever sobre a força das mulheres no mercado, no trabalho e no empreendedorismo.

Lembro ainda da minha avó contando que, lá quando meu pai e meu tio eram pequenos, eles tinham um açougue na Saldanha Marinho, e como ela se virava em 30 para cuidar de tudo (aprendi a comprar carne com ela).

Do lado materno então, nem se fala… minha mãe conta passagens da sua infância no restaurante dos meus avós (acho que foi lá que ela aprendeu a negociar, ela é boa nisso).

Mas o que me impressiona mesmo é ver o quanto ela, todas as vezes que via uma necessidade foi buscar criatividade, ideias e formas de melhorar as economias da casa.

Minha mãe já fez laços para cabelo, chapéus, bonecas de porcelana, vitrines de biscuit…. Uma vez costurou literalmente centenas de mini cortinas e lençóis para trocar por uma casa da Barbie da feirinha do largo da ordem para minha irmã (na época não tínhamos condições de comprar e ela deu um jeito).

Depois, quando meu pai foi para um novo trabalho, ela assumiu todo o negócio da família, junto com a mãe dela (minha avó), e fizeram crescer e prosperar.

Sim, as vezes ela chegava em casa estressada e braba (mãe não briga comigo por contar isso… hehehe), e muitas vezes a gente não entendia, nem sempre era legal (principalmente no início da noite quando a casa de madeira fazia todos os barulhos de fantasmas do universo…).

Mas hoje, avaliando o cenário geral, com certeza isso foi uma boa escola de realidade. Uma escola de não desistir quando algo dá errado, de recomeçar quantas vezes for necessário. E principalmente recomeçar cada vez mais forte e sabendo que os tombos da vida são aprendizados.

Se eu pudesse mudar algo é claro que eu mudaria, não venho aqui mentir para vocês. Talvez mudasse muitas coisas até, mas não é assim que a vida funciona e Deus sempre tem seus propósitos. E, assim sendo, hoje, com o olhar mais maduro é fácil perceber que aprender sobre negócios (ainda que um pouco cedo) me ajudou a crescer, a ter metas, a fazer e seguir sempre acreditando que é possível.

E aqui hoje falei um pouco sobre a minha história pessoal, porque é a que eu conheço bem de perto, mas são tantas outras histórias iguais de mães que arregaçaram as mangas e transformaram tudo com garra e amor.

Aliás se estivermos atentos podemos ver e ouvir essas histórias todos os dias. Seja com a diarista do prédio ou quando vamos cortar o cabelo, quando vemos mães fazendo doces ou salgados para vender, mães costureiras, mães decoradoras, mães bordadeiras, mulheres que começaram fazendo bolo e hoje são grandes empresárias, mulheres que largaram empregos de muitas horas fora de casa e começaram um negócio para poderem ter mais tempo com os filhos.

Outras que por alguma razão não tiveram a ajuda dos pais e saíram pelo mundo vendendo roupas, Tupperware, Avon, maquiagens para sustentar a casa e venceram! Conheço uma que criou 4 filhos vendendo roupas e todos hoje têm faculdade e uma vida de dar orgulho.

Muitas mulheres que com ou sem filhos reinventaram suas vidas para terem um futuro melhor e atenderem ao chamado do seu coração de ajudar outras pessoas.

É claro que não são apenas minhas observações, segundo os dados do GEM (Global Entrepreneurship Monitor): “as mulheres já correspondem a 51% dos empreendedores iniciais. Essa informação mostra que o aumento da participação feminina no mercado de trabalho também tem se refletido no empreendedorismo. Isso é extremamente positivo para o Brasil, pois as mulheres tendem a investir mais em capacitação e têm mais acesso à informação, o que pode ajudar na construção de empresas mais sólidas e lucrativas.”

Dá um orgulho de ser mulher nesses tempos, e ao mesmo tempo é necessário lembrar que também cresceram as nossas responsabilidades. E levar conosco a certeza de que não estamos sozinhas, nunca! Somos milhares, somos um grupo, somos um time só e isso só nos dá mais força.

Mulheres que se reúnem para fortalecerem o trabalho, mulheres que trabalham nos bastidores, mulheres que pouco vistas pela maioria tornam tudo mais belo, mulheres que incentivam, mulheres que criaram grandes homens e grandes mulheres, mulheres que se tornaram grandes. Todas!

Então a pergunta da sua coach hoje nem é de coaching… e pode ser até um pouco piegas, mas é de coração:

Qual mulher merece seu abraço e reconhecimento hoje?

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