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É interessante como tendemos a esquecer coisas essencialmente fundamentais para nossa caminhada. Em meio a velocidade dos acontecimentos da vida não nos damos conta de que levamos muito mais tempo caminhando que conquistando.

Quero convidar você agora a mergulhar comigo nesse momento, e imaginar que viver a vida fosse estar em um caminho, uma estrada, que tem um ponto de partida e infinitas possibilidades de bifurcações.

Você começa esta caminhada sem nenhum controle, no colo de alguém, pois ainda não tem nenhuma possibilidade de fazê-lo sozinho. Interessante que nesta fase, apesar de nenhum de nós lembrar ou saber exatamente como funcionou, todos os bebes buscam aprender, e o aprender nesta fase, sempre que possível, levará ao engatinhar. Aqui você pode não lembrar (e está tudo bem, porque acredito que ninguém lembra… rsrsr), mas se prestar atenção os bebês estão atentos a tudo que acontece em sua volta.

Depois de aprender a engatinhar, da mesma forma, instintivamente se aprende a andar, une-se a este andar o aprendizado da fala e dali a um tempo começamos a ter a real noção de que somos seres humanos. Percebemos que determinamos o andar de nossas próprias pernas e muito mais.

Nessa fase olhamos tudo que podemos ao redor, somos como exploradores, inventores e criadores que grandes e mágicas histórias. Temos a possibilidade de ser qualquer coisa que a imaginação permite e aproveitamos a nossa caminhada, cada passo e cada paisagem, até mesmo os tombos não nos fazem chorar mais que minutos, as cicatrizes são quase troféus e continuamos olhando para todos os lados confiantes na próxima aventura.

Algum tempo depois, e uma série de novas lições vividas, e temos a conhecida adolescência, para nos preparar para a fase seguinte. Somos maiores em tamanho e nossos passos são mais largos, começamos a ver que os caminhos tem bifurcações que cabem somente a nós escolher, já não há mais um guia apontando para onde o tempo todo.

Fase desafiadora e deliciosa, de outros tipos de descobertas, e na qual até dizer um oi para o paquerinha (já te contei querido leitor que eu fiz datilografia… então vai ter palavras antiguinhas mesmo rsrsr), exigem todo um plano, que para alguns leva até meses para ser posto em prática. Eu acredito que você também teve algo simples, mas que nessa fase, transformou em uma “grande e estimulante missão”, e que há tempos não lembrava do seu feito.

Aqui ainda nos percebemos com mais atenção dos detalhes do caminho, olhamos para o lado, não deixamos tudo passar como um borrão. É tudo muito novo, poder escolher, ainda que partes, é muito energizante e também de certa forma um pouco amedrontador, por isso vamos atentos ao que nos cerca.

Com o passar dos anos e muito, muito aprendizado, passamos a ser os únicos donos de nossas escolhas. Temos o título de adultos. E junto com esse título vem um milhão de responsabilidades. Acabamos, sem pensar, transformando elas em mochila, e pesamos nossas costas, alguns tanto que passam a enxergar muito mais o chão do que as belezas que estão ao redor enfeitando o caminho.

Muitos passam a andar tão rápido e tão fixos no próprio pé, que sequer enxergam as bifurcações, as possibilidades de atravessar um pedaço do caminho usando um barco, de fazer de uma descida inevitável um escorregador que desemboca em novas oportunidades, perdendo a chance de curtir o frio na barriga da descida e possibilidade do novo. Outros não querem nem pensar no esforço de subir um morro e perdem a oportunidade de olhar mais longe, respirar um ar diferente, pois é como se estivessem com pressa, pressa que nem sequer sabem exatamente de quê.

E quando a escolha é só carregar e andar, os únicos momentos da caminhada que passam a ter significado são as conquistas. Para alguns a formatura do ensino superior, ou passar no vestibular; para outros aquele beijo que iniciou uma história de amor, o diploma da faculdade ou aquela promoção no trabalho. Com o passar do tempo pode ser para alguns a compra de um carro desejado, daquele contrato que fechamos com um cliente, de conquistar a tão sonhada casa própria. Para os atletas o ganhar da medalha… entre tantas outras que podem ser as suas.

Sim são muitas as possibilidades delas, só que as conquistas são apenas momentos, são pequenos espaços de tempo, e viver somente para elas seria desperdiçar anos para focar em dias, ou até em minutos.

E quanto mais se enxerga apenas o momento supremo, transformando a caminhada numa corrida frenética, sem perceber o que existe ao redor, muito menos o que tem por dentro, sempre de olho no prêmio, na conquista ou no final daquela empreitada, perde-se a melhor parte.

Perde-se o apreciar da natureza, perdem-se as nuances de diferentes belezas de cada uma das estações, perdem-se os olhares das pessoas que realmente importam, perdem-se os detalhes que conversam com a alma, perdem-se as palavras que o outro diz (sim, muitas vezes quando ficamos imersos em “vencer o dia” não ouvimos de verdade, apenas estamos de corpo presente), perdem-se oportunidades de fazer o outro sorrir e sorrir em dobro por presenciar a felicidade,

perdem-se novos caminhos que levariam a grandes descobertas, perde-se de si mesmo e de viver.

Durante a caminhada sempre há uma escolha, e o que eu, você e todos nós mais precisamos é estar vigilantes. Vigilantes de nossa forma de agir e das escolhas que fazemos todos os dias.

A tendência num mundo tão veloz é que sigamos cada vez mais rápido, e não podemos deixar isso dominar nossas histórias. Eu mesma escolhi escrever este texto hoje, não somente para trazer algo de valor e que de alguma forma possa ajudar você, mas também para lembrar a mim mesma do que realmente importa.

Podemos além de enxergar o que têm a nossa volta, também escolher encarar as responsabilidades como positivas e fazer com que elas não sejam mais bagagens, mas sim ferramentas úteis para nos lembrar de nossos papéis na jornada.

Qualquer um pode escolher olhar para o chão, mas para que, quando temos a possibilidade de enxergar em todas as direções.

O fato é que se conquistarmos todos os prêmios de forma atropelada e chegarmos ao final da vida sem ter histórias significativas para contar, nem pessoas para ouvir ou compartilhar, terá valido a pena?

E a pergunta da sua coach hoje é:

O que realmente importa para você?

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