Diferente das vaquinhas e dos boizinhos nós não ruminamos a comida (até porquê não parece ser nada agradável a idéia de voltar a comida do próprio estômago e mastigar novamente… éca rsrsrs). Porém, muitos de nós tem o péssimo hábito de ruminar pensamentos, o que é uma idéia pior ainda.

Podemos chamar de ruminar, de remoer (ou overremoating que eu inventei rsrsr) e também os termos em inglês: overthinking e overanalyzing, que, numa tradução livre significam pensar em excesso e analisar em excesso.

Uma frase comum da ruminação é: “Não entendo o por que disso”, seguida de “porque comigo?” ou “o que fiz de errado?”.

Imagem Pixabay

Esses questionamentos não ajudam em nada. Aprendizados são necessários, saber que colocar o dedo na tomada dá choque é essencial, mas ficar ruminando, repensando coisas pequenas e se chicoteando de perguntas até a exaustão mental é a porta do desespero.

Segundo a psicóloga Dra. Carina Almeida Ramos Medina : “Quando ruminamos achamos que podemos examinar o passado e finalmente compreendê-lo. Achamos que iremos descobrir por que algo aconteceu e em consequência, nos sentiremos melhor sobre o que quer que tenha nos causado dor e seremos capazes de evitar que isso se repita. Alguns de nós ruminam porque não confiam em suas próprias lembranças, acham que poderão finalmente reconhecer um detalhe crucial que deixaram passar e que dará sentido ao ocorrido e somente assim poderão encerrar o passado. ‘talvez eu não tenha entendido alguma coisa’.

O que tenho a lhes dizer é, mesmo que ruminem por semanas, seu problema sempre estará correlacionado ao meio ou a alguém. E sendo assim, dificilmente terá respostas, pois muitas vezes não obterá todas as informações que possam ser pertinentes ao contexto e tampouco poderá saber o que o outro está pensando definitivamente. Quase nunca sabemos com certeza por que alguém fez algo. Além disso a ruminação não ajuda a encerrar o caso e seguir em frente, ela o mantém preso no passado. Você está repassando um filme antigo, em vez de criar novas experiências. Ficamos emperrados, repetindo, fazendo esforços sem resultado e não chegamos a lugar nenhum.”

Como parar a ruminação mental?

A Dra. Carina sugere duas perguntas para ajudar a sair dessa:

“Isso realmente irá me ajudar?

Ficarei melhor ou pior se continuar com essa ruminação?”

Atenção: criar múltiplas situações dolorosas na sua cabeça, preocupar-se com o que não aconteceu, ou remoer o que já passou não contribuem para melhorar seu presente, muito menos seu futuro. Só vão deixar tudo mais pesado.

Eu também deixo algumas dicas para ajudar a sua mente a ficar mais leve:

1) Não busque a perfeição – ela não existe!

2) Saia de onde está e veja o que há de bonito (nem que seja pela janela, sempre há um passarinho, uma árvore, uma flor, um aroma ou mesmo uma construção bonita – mas sempre que possível saia de verdade, ainda que por alguns minutinhos)

3) Escreva o fato que te incomoda de forma objetiva e leia em voz alta, ao fazer isso irá perceber que aquela preocupação toda não faz sentido com a realidade (lembrando que o passado não pode ser modificado e o futuro ainda não aconteceu)

4) Pratique a presença plena por meio da meditação, de exercícios de respiração etc

5) Coloque seu corpo em movimento, caminhe, corra, dance, pule, faça faxina, vá encontrar com amigos ou outra atividade, mas saia do cárcere mental.

O excesso de pensamento e análise é um problema um tanto quanto comum e que pode gerar stress, fadiga, insegurança, domínio do medo, perda da autoconfiança e até levar a doenças mais graves. Existem profissionais da psicologia que podem te ajudar com isso.

Evitar o excesso de análise traz mais equilíbrio e paz interior, além de evitar o risco de transformar coisas simples em problemas.

Então a pergunta dessa vez é para você usar sempre que cair nessa de ruminar e remoer:

Isso está me fazendo bem? (e se a resposta for não, já tem os 5 itens a testar ali acima, e também pode testar outras coisas)

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