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Sabe-se que a respiração é vital para a sobrevivência. A respiração via nasal contribui para o crescimento harmônico dos ossos da face e promove a adequação dos músculos responsáveis pela sucção, articulação da fala, mastigação e deglutição.

Alguns indivíduos, seja por problemas orgânicos ou hábitos, passam a respirar pela boca. Nesses casos o nariz não pode exercer sua função de filtragem, aquecimento e umidificação do ar inspirado. A capacidade de adaptação do organismo humano permite que a boca exerça a função respiratória quando obstruções nasais impedem a passagem do ar nas cavidades aéreas. Geralmente as causas são: rinites e outras manifestações alérgicas, adenoides, amigdalas ou cornetos hipertróficos (aumentados), desvio de septo nasal, entre outros. Muitas vezes a causa orgânica é diagnosticada e tratada, porém permanece o hábito da respiração bucal. Nesses casos a reeducação respiratória é muito importante. Esse trabalho deve sensibilizar as vias aéreas superiores para a realização da função respiratória nasal, também visa adequar a força e a postura de lábios, língua e bochechas para as demais ações de sugar, mastigar, deglutir e articular palavras.

A respiração bucal gera uma série de sintomas, por isso é tratada na literatura como Síndrome da Respiração Bucal. São eles: lábios ressecados e musculatura flácida, inflamações nas gengivas, alteração nas arcadas dentárias, a postura da língua interferindo nos padrões de fala, mastigação e deglutição. Além disso, é comum a queixa de dores de ouvido, dificuldade de atenção e baixo rendimento escolar, distúrbio do sono e crescimento físico diminuído.

As consequências dependem do tempo de instalação e permanência desse tipo de respiração. O diagnóstico deve ser precoce e o tratamento precisa de uma equipe multidisciplinar composta pelo médico otorrinolaringologista, o fonoaudiólogo e ortodontista.

Esteja atento:

1. OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES: Rinite, sinusite, etc.

2. RESPOSTA NEUROMUSCULAR À OBSTRUÇÃO: Tônus e postura de lábios e língua alterados.

3. MODIFICAÇÃO DAS ARCADAS DENTÁRIAS: Projeção dos dentes anteriores, aberturas e cruzamentos de mordida.

4. CRESCIMENTO FACIAL: A estrutura da face determinada geneticamente sofre influência da falta de estímulo que a respiração nasal proporciona.

5. O diagnóstico precoce e a intervenção são fundamentais para a resolução dos problemas e o restabelecimento da respiração nasal.

Autoras do Blog:

Ana Valéria Souza

Fonoaudióloga formada pela PUC-PR.
Fonoaudióloga Clínica desde 2000 atuando com intervenção nos distúrbios da comunicação. Fonoaudióloga Educacional desde 2008 desenvolvendo projetos de prevenção, triagens, formação de professores e orientação aos pais. Premiada pelo Sindicato das Escolas Particulares do Paraná pelo projeto “Crescendo e Aprendendo”(2015).
CRFa 7370-PR.

 

Yasmine Hernandes David João

Psicóloga formada pela Universidade Positivo.
Psicóloga clínica, trabalha com crianças e adolescentes. Atua com transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência.
CRP-08/24131.

*Especialização em Educação Especial Inclusiva com Ênfase em Autismo – cursando.