Até 1928, chegaram 200 mil, a maioria escolhendo o Paraná, e particularmente a região sul do Estado e Curitiba.

Danças folclóricas ucranianas

 

Um registro histórico valioso me fez nesta quinta-feira o empresário José Welgacz, que presidiu a Representação Central Ucraniano-Brasileira.

Respondendo as minhas indagações, Welgacz lembra que os ucranianos que imigraram para o Brasil vieram na sua maioria desde o final do século 19 até os anos 1927/1928; Depois disso, pela política imposta aos então países da cortina de ferro as imigrações não eram mais permitidas.

MUSEU DO IMIGRANTE

Nesse período de acordo com o Museu do Imigrante na cidade de Santos, SP, entraram no Brasil legalmente um pouco mais de duzentos mil ucranianos, sendo que uns poucos milhares além desse número entraram como poloneses.

– Face a esse grande número que entrou apenas pelo porto de Santos, passados mais de 100 anos desde a chegada do primeiro imigrante, podemos dizer sem medo de errar que existem no Brasil hoje mais de um milhão de descendentes de ucranianos, hoje perfeitamente integrados na sociedade brasileira, assinala Welgacz.

MANTENDO TRADIÇÕES

Os descendentes de ucranianos mantiveram até os dias atuais suas tradições como o folclore através da dança, artesanato, música e suas caras tradições religiosas, que hoje são lideradas pelas Igrejas Ortodoxa e Grego Católica.

A Igreja Ortodoxa tem como seu líder no Brasil e na América do Sul o Arcebispo Jeremias Ferenz e a Igreja Católica é liderada pelo Bispo Volodymyr Koubech, cuja Eparquia fica em Curitiba, na Avenida Kennedy, Catedral de São João Batista.

ACOLHENDO CRIANÇAS

Uma das realizações importantes da comunidade foi o tratamento das crianças de Tchernobil que tiveram como consequência do vazamento de radioatividade da usina nuclear, de Leucemia. Este projeto foi feito a três mãos, através da Representação Central Ucraniano Brasileira, pelo seu presidente de então José Welgacz Júnior, pelo Hospital Evangélico de Curitiba, pelo seu presidente da época e pelo embaixador do Brasil em Kyiv, na capital da Ucrânia, Senhor Mario Augusto Santos.

“A comunidade continua e continuará sempre muito ativa em todas as suas manifestações culturais, sociais e políticas na sociedade Brasileira”, disse à coluna o empresário José Welgacz.

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