Reflexões oportunas sobre o líder da ACP, que Curitiba agora reconhece como Vulto Emérito

Gláucio recebendo deste jornalista o diploma Grandes Porta-Vozes.

 

Nada mais definidor do trabalho que Gláucio vem desenvolvendo na Presidência da Associação do Comercial do Paraná do que a expressão que ouvi nesta terça. Ela partiu de um ex-vice-presidente da ACP, e, nas entrelinhas, define o fértil período que Geara desenvolve na Casa do Barão de Cerro Azul:

AMPLIEM-SE EXEMPLOS

– Quem vier para substituí-lo tem que ter a mesma ou maior gana do que Geara demonstrou no comando da ACP; e que se ampliem as ousadias e o espírito independente – distante de igrejinhas associativas – como ele fez, colocando-se integralmente a serviço da livre iniciativa e da sociedade abrangente.

O vice-presidente em questão pediu-me anonimato, “por ora”. Mas não, sem antes, ressaltar: “Gláucio guiou a ACP com sabedoria, não acolheu os chamados ‘anjos tutelares’ com suas conhecidas importunações auriculares…”

NOITE DO GRANDE VULTO

Manifestações como a citada serão certamente dominantes entre multidão de amigos e admiradores de Geara que o vai aplaudir nesta quarta, 4, na Câmara Municipal de Curitiba.

A partir de 20 horas, Gláucio José (De Mio) Geara receberá o título de Vulto Emérito de Curitiba, proposta de Tito Zeglin.

MEU OBSERVATÓRIO

Não sou suspeito por elogiar o amigo; sou observador notório da vida de Curitiba nos seus últimos 59 anos, a partir do começo de minha vida jornalística profissional.

Não sou nenhum “influencer”, mas reconhecido analista de minha cidade e de sua gente. E isso me basta.

E por ser assim, olho-os – a cidade e sua gente – sob uma radiografia apurada, exigente, qualificada (não temo em dizer isso).

FAZ A DIFERENÇA

Até por isto, sei bem que Gláucio fez a diferença em Curitiba, em tudo em que se empenhou, na vida empresarial e como líder do comércio da Capital.

E me indago: Quem será mais expressivo gentleman que ele, um cavalheiro a toda prova, tal como o vejo, por exemplo, tratando de gente de estratos menos afortunados da sociedade? Esse comportamento é típico dos que entendem que “noblesse oblige” ser assim. Sem firulas.

Geara é avis rara?

Sim, infelizmente, é ave rara.

Gláucio Geara com o Mario Petrelli, fundador do grupo RIC de Comunicação, e seu filho Leonardo Petrelli, em pé, o advogado Rui Ferraz Paciornik

 

DEVERIA SER REGRA

Sou dos que acham que o modelo Geara de inserção na sociedade abrangente deveria ser regra entre os que se apresentam para liderar corporações.

E também entre os que querem liderar a comunidade politicamente, e não se dão conta dos horrores com que se perpetuam em exibicionismos e doentia exposição egocentrada. Infelizmente esses teratológicos modelos estão aqui mesmo, à mão, próximos, por vezes ao nosso lado, nesta Curitiba geradora de modelos insuperáveis como o Barão do Cerro Azul, Ney Braga, Jaime Lerner…

“ARROZ DE FESTA”

Não tenho dúvida, pois, em assegurar que especialmente as entidades empresariais exigem modelos a dirigi-las, muito mais do que homens e mulheres tipo “arroz de festa”, pródigos no muito falar e a se expor, raquíticos em ações concretas em favor da sociedade.

São pessoas paupérrimas em conteúdo, mas persistentes em suas exposições cansativas e verborrágicas. Quem não as conhece? Elas têm muitos rostos e vozes em Curitiba, apesar de estarmos no século das transformações, na esquina da Inteligência Artificial.

NADA DE ESTUDOS

Tal fauna humana reprovável vota pavor aos estudos, à leitura dita pesada, às exposições lógicas que exijam alguma ginástica mental.

Assumem e mimetizam doutrinas e ‘posições’ que não podem expor por dois minutos com propriedade.

Têm pose e, muitas vezes, poder gerado pelo antigo “deus Mamon”.

Gláucio Geara nunca participou desse cortejo. É o oposto: um ser curitibano, cidadão do mundo, que conhece nossas pegadas, tal como pode ser visto em reuniões do Centro de Estudos Bandeirantes. E tem a exata percepção de seu papel numa sociedade marcada por aceleradas mudanças.

Tem compromisso com o passado, renova-se no presente e lança sementes para o amanhã.

TEM HISTÓRIA

Os caminhos de Geara – que é um dos Grandes Porta-Vozes do Paraná, estando entre diplomados no último dia 12 pelo Instituto Ciência e Fé, são marcados pela segurança e compromisso, por exemplo, com o rico legado de sua família.

Lembrem-se que a História nos aponta o avô de Geara, o arquiteto João De Mio, fazendo-se umbilicalmente curitibano, legando-nos uma obra monumental?

O MUITO FALAR

Já o ‘líder parlapateiro’, tão condenável e muito comum nos dias que correm, infesta hoje reuniões empresariais em todo o país. E Curitiba, por vezes, me dá a impressão que os irriga muito bem. O nosso solo parece fértil para eles.

Esse ‘líder’ é a antítese do modelo Geara, o Vulto curitibano que a cidade vai neste dia 4 reconhecer, em voz alta, como bom herdeiro do Barão.

Salve Gláucio José Geara, aquele que tem biografia e tem história.

(AMGH)

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