Capela Nossa Senhora Aparecida, na Vila Torres. (Foto Banda B)

Há muitas iniciativas pessoais e de entidades religiosas, ou não, visando a atender aos curitibanos que mais sofrem com a pandemia. É o que nos mostra, em poucas palavras, padre Joaquim Parron, um dos mais ativos obreiros da SOS Vila Torres, ONG que envolve entidades católicas e sociedade civil. Ele conta à coluna que neste sábado, nova ação contra o Coronavírus está programado pela ONG.:

Padre Joaquim Parron

 

P) Como será a nova iniciativa, padre Parron? 

– Uma ação de conscientização sobre o Corona vírus, com carro de som e entrega de máscaras e álcool em gel, será realizada na região da Vila Torres nesse sábado, dia 28 de novembro, sábado, das 9:30 às 12h, promovido pelo SOS Vila Torres. Serão entregues duas mil máscaras, dois mil frascos de álcool em gel e outros materiais para a proteção contra o Covid-19.

E acrescenta: “Esse será o 8º Evento contra o Covid-19 promovido pelo SOS Vila Torres. Participam a coordenação da Capela Nossa Senhora Aparecida, A Associação de Moradores e os profissionais de saúde do Posto Capanema.

Nas terça e quarta-feira (dias 24 e 25 ) o SOS Vila Torres entregou 1.200 cestas básicas as famílias necessitadas da região.”

Quem quiser apoiar este projeto, faça contato com padre Parron, ZAP ou celular : 041-999963-2350.

Um Padre multitalentos

Os amigos mais próximos do padre Joaquim Parron (redentorista) costumam brincar com ele, dizendo que, no dia do Juízo, ele passará “direto”, quando o Senhor lhe pedir contas do talentos recebidos. A brincadeira tem fundamento: Parron, um doutor em Educação pela Universidade das Américas, Washington, é de uma habilidade impressionante, com toques políticos no melhor sentido do termo. Didatismo também o caracteriza.

É o homem da conciliação, da acomodação de espíritos contrariados. Mas sobretudo é o artífice das ações eficazes. Foi assim quando foi eleito superior geral do Brasil dos Missionários Redentoristas, ou quando ocupou a função de Provincial dessa congregação católica no Paraná, ou atuou na Perpétuo Socorro em Curitiba , ou em Ponta Grossa, Mato Grosso e litoral do PR. Implantou um dos modelares projetos de casas terapêuticas, de recuperação de dependentes químicos, no litoral.

Às vezes, tenho a impressão de que Parron é dono do dom da ubiqüidade. Consegue estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Ou assim parece, dada a agilidade com que, convocado, vai resolvendo problemas, no Brasil e mundo afora.

Passou uns meses em Paranaguá para dar nova vida ao Santuário do Rocio, que ia murchando. Hoje o santuário vibra, envolve a comunidade, de novo.

Ao mesmo tempo, foi assumindo, pela segunda vez, a reitoria do Seminário Maior dos Redentoristas em Curitiba, enquanto, consegue lecionar na PUCPR e, agora, levar à frente um projeto concreto de atendimento aos pobres entre os mais pobres atingidos pela pandemia, aos quais entrega mais que pão. Entrega esperanças centradas no Evangelho.
(AMGH) (*)

(*) Minha admiração é mesmo grande pelo sacerdote seguidor de Affonso Maria Ligório. Um dos motivos pode ser também explicado por aquele enorme e bem equipado Centro Social da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Alto da Glória) , construído – a partir de Parron – para educar e socorrer homens e mulheres quem além de orações, precisam das bênçãos da educação, do alimento material e do convívio cristão.

Padre Joaquim Parron

 

 

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


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