Fernando Scheller

Fernando Scheller (Foto: Leo Aversa)

Em 2016, o romance “O Amor Segundo Buenos Aires”, do paranaense Fernando Scheller, foi lançado em Curitiba, com a presença de muitos jornalistas e empresários de diversos setores.

As manifestações de crítica foram muito positivas, depois de o livro começar a circular também em outras capitais, como o grande polo de aceitação da boa literatura, São Paulo, a cidade em que Scheller vive e se projetou como jornalista.

A novidade é que Scheller está a caminho de marcar novo feito nessa carreira de romancista, que vive paralelamente com do jornalista: “O Amor segundo Buenos Aires” está em vias de se transformar em série que a HBO Latino-América poderá lançar ainda este ano.

“As coisas estão na fase final de ajustes”, diz o jornalista, um felizardo: seu romance de estreia vendeu 10 mil exemplares numa primeira edição, feito considerado muito bom no mercado editorial brasileiro. No país, a venda de dois mil exemplares já é normalmente vista como um feito à parte.

O empenho de Scheller em viver também como escritor é forte, notável no fato de cercar-se de duas assessorias editoriais altamente reputadas – Lúcia Ryff e a Film TWB.

Outra novidade do jornalista e escritor paranaense, que se formou na PUCPR e fez sua carreira profissional em Curitiba, é o seu segundo romance, “Verões Emocionais”, com lançamento previsto para este ano. A trama passa-se no Rio de Janeiro de 1980.

PERSONAGEM DE “VOZES”

Fernando Scheller, 42, será um dos personagens do décimo primeiro volume do meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses, a ser lançado em agosto deste ano. O livro já registrou vida e obra de cerca de 250 homens e mulheres com contribuição relevante ao Estado, como Jaime Lerner, Euclides Scalco, Fani Lerner, Bia Wouk, Newton Freire Maia, Cida Borghetti, Joel Malucelli, Cláudio Loureiro, Antonio Luiz de Freitas, Dionísio Rodrigues, Raul Anselmi Junior, Cícero de Andrade Urban, dentre outros.

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MUNDO DOS NEGÓCIOS

Em São Paulo – depois de ter-se iniciado em Curitiba comigo e Martha Feldens no diário O Indústria & Comércio e mais adiante atuado na Gazeta do Povo – foi iniciador do G1, o site da Globo, em SP, e há 8 anos coloca-se entre os primeiros de um bem azeitado time de jornalistas que cobre o mundo de negócios no jornal O Estado de São Paulo.

A carreira de Scheller é preenchida por lances de inquietude profissional: estudou Ciências Sociais e Políticas na Alemanha, fazendo MBA, por 2,5 nos, na Universidade de Cassel.

ALUNO-PROFESSOR

Ao mesmo tempo, a convite de seus mestres, acabou regendo naquela universidade uma das cadeiras da sua faculdade, em nível de graduação, escolha que denota sua qualificação, e para o que valeu muito o domínio do alemão, resultado de um pouco de herança familiar, um pouco, resultado de frequência ao Goethe Institut.

Era o único aluno-professor estrangeiro em Cassel. Uma raridade.

Objetivo, Scheller diz que “sempre tive de ir à procura de meus caminhos, nada me caiu dos céus por descuido”. Assim, na Alemanha acabou sendo correspondente do Estado de São Paulo, e trabalhando também para a rádio Deutsche Welle, fazendo reportagens em toda a Europa.

FAZENDO ROTEIROS

A carreira de Scheller – que não pretende deixar o jornalismo – pode incluir proximamente a de roteirista de cinema e televisão. Quem sabe, séries de TV?

Para tanto, está preparado: fez curso em Miami com um dos nomes mais acatados na formação de roteiristas – Robert McKee, 77.

Nos planos de Scheller podem até serem incluídos novos olhares sobre suas experiências de jornalista inquieto, que um dia resolveu passar meses vivendo com uma família de paquistaneses, no Paquistão. E vivendo como eles – “em Roma, como os romanos”.

Aliás, a experiência com imersão no islamismo (que nunca adotou) ocorreu em 2010, e já lhe rendeu um livro – “Paquistão, Terra dos Puros”, Editora Globo.

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