Aqui segue pequena mostra do que o leitor de minha coleção “Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses”, terá a partir de 12 de agosto, quando lançarei (na Sociedade Garibaldi) o volume onze do livro. Trata-se do resumo do perfil de Samuel Ferrari Lago, um dos personagens do livro.

Samuel Ferrari Lago

Empresário, membro do Conselho de Administração do Grupo Positivo, Samuel tem um papel muito relevante na promoção cultural do Estado. É alguém que assumiu, por conta própria, o papel de animador de grandes marcos culturais do Estado.

Samuel exerce um mecenato deveras criativo. É um animador cultural sem igual. É raridade: é parte da melhor ‘alma’ da Orquestra Sinfônica do Paraná, a que dá apoio substantivo por meio de associação de amigos da OSP. Está conseguindo levar música de qualidade a multidões.

A abrangência de sua ação comunitária é muito ampla, atinge outros países, com iniciativas como AA de uma rádio positivamente diferenciada na Web, por meio da qual divulga para o mundo a cultural brasileira.

Acompanhe esse “aperitivo” de Vozes do Paraná 11:

UM CIDADÃO MÚLTIPLO

É empresário de forte lastro pessoal, sócio e membro do Conselho de Administração do Grupo Positivo; músico autodidata, além de trabalhar com desenvoltura o universo da Informática, e ser conselheiro de entidades culturais vitais de Curitiba, e empreendedor cultural não facilmente comparável.

Como editor de livros, tem atuado, ao lado do pai – também Samuel -, no comando da Editora Nossa Cultura, dona de raro catálogo em que pontificam obras de História do Paraná, Antropologia, Etnografia, Música, Artes Plásticas…

Neste capítulo, sua mais recente obra é o livro “Sat Nam”, no qual passa fotografias por ele captadas na Índia, em 2018. A obra busca traduzir o olhar de homens, mulheres e crianças que compõem aquele sempre surpreendente país-continente. Lançamento da obra em data a ser anunciada, para ainda este mês.

20 ANOS DE EDITORA

“São vinte anos de luta e com poucos resultados materiais à editora”, explica, em tom conformado Samuel. Mas ele não “profissionaliza” lamentações, até porque admite esperar retornos financeiros a médio e longo prazos. Tem fôlego para isso, é o que depreendo.

– Há outro retorno não imediatamente visível e notável em todos esses empreendimentos – garante Samuel, para indagar, em seguida: Quantos espíritos se abriram e foram cativados por nosso trabalho catequético em livro, na web, no rádio e também da música, e nas artes plásticas? (…)

LOW PROFILE

A despeito do seu substantivo portfólio pessoal, Samuel nunca foi “arroz de festa” na sociedade abrangente. Mantém-se com perfil abaixo dos limites desejáveis de discrição, de não exposição pessoal. Acho mesmo que ele se impôs ser forte low profile como condição básica para realizar suas ações com forte autonomia. Em decorrência disso, até surgem equívocos apontando-o como “um tímido”. No entanto, do alto de seu 1,92 m, seguro na fala, gestos e memória, pleno de projetos, Samuel não é um tímido. É apenas alguém que, conhecedor do ser humano e suas dobraduras d’alma, prefere dar passos seguros, sem alardes, sempre calcado em metas bem definidas.

Não quer louvações. Procura, isso sim, parcerias de ideais na sociedade abrangente, seu amplo território de trabalho. Está, por isso, sempre pronto a escutar para, eventualmente, assumir novas frentes de operação.

ASSOCIAÇÃO OSP

Assim sendo, Samuel Ferrari Lago não incentiva surpresas, cada passo dado resulta de avaliações seguras e consultas idem. Enfim, esse moderno mecenas é raridade, uma preciosidade na sociedade brasileira. Para mim, dentre os tantos indicativos de que esse empreendedor cultural escolhe caminhos surpreendentes para atuar, cito: ele fundou e dirige a Associação de Amigos da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).

A proposta é levar, como tem acontecido, a boa música erudita da OSP a praças públicas, às gentes de todos os naipes sociais e culturais que dificilmente frequentariam apresentações de música clássica. O resultado, como vejo num vídeo em que a OSP se apresenta na Praça Generoso Marques, é o “choque” dos passantes ao ser tocados pelos acordes clássicos, entre surpresos e encantados com uma nova realidade musical.

CURITIBA, O TERRITÓRIO

Curitiba é seu domínio territorial primeiro. No entanto, hoje Samuel consegue que sua voz, suas pesquisas e suas amplas ações culturais agregadoras cheguem a espaços mundiais. Como, por exemplo, com a sua “Radiocaos”, que é transmitida em Curitiba e também Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco, Lisboa e Maputo… Em Paris, chega pela Rádio Keer.

O que é a “Radiocaos”? É das provas mais visíveis da saudável inquietação de Samuel: criou e apresenta desde o ano 2000 esse programa de rádio de duas horas semanais, divulgando música e poesia de artistas brasileiros, muitos deles paranaenses ou com ligações com o Paraná. São mil programas, até agora.

“É nossa mensagem ao mundo, falando de nossa realidade, de música, cinema, teatro, literatura, poesia”, explica. “As respostas nos entusiasmam e estimulam. Vamos abrindo fronteiras. Estamos criando novos vínculos com universos distantes e não são cobertos por iniciativas oficiais. Mostramos ao país e ao mundo – até onde conseguimos chegar – as criações artístico-culturais de nossa gente”.

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