Frei Policarpo

“Poucos tiveram a oportunidade de encontrar pessoalmente com um santo. Nós, moradores do Sudoeste, tivemos o privilégio de conviver com um Frei Policarpo Berri, que rezou missas, ouviu confissões, ministrou sacramentos na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Pato Branco e nos deixou neste domingo, depois de uma vida que só pode ser qualificada como santa, aos 96 anos, 70 deles dedicados ao sacerdócio, 64 deles em Pato Branco”. A declaração é do presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), ao lamentar a morte do Frei Policarpo.

Traiano destacou que teve o privilégio de conhecer o sacerdote e conviver com ele durante muitos anos, participar das missas oficiadas por ele e garantiu ter certeza de que se tratava de um homem especial, “iluminado por Deus, com uma missão especial na terra de ajudar o seu próximo”. Traiano, que pediu um minuto de silêncio em homenagem ao religioso, classificou Frei Policarpo como um dos maiores líderes religiosos do Sudoeste do Paraná, pela sua fé inabalável em São Francisco e por sua clara vocação para a santidade.

“Tive a honra, de participar, como líder do PSDB na Assembleia, em 2007, da entrega do título de cidadania honorária do Paraná ao Frei Policarpo Berri, concedido quando se comemorava os 50 anos da Revolta dos Posseiros. Frei Policarpo, com sua coragem e o seu destemor se colocou com valentia ao lado daqueles que lutavam pela posse da terra”, lembrou Traiano.

Frei Policarpo faleceu no momento em que se preparava para concelebrar uma missa, na manhã deste domingo (4), dia em que se comemora São Francisco de Assis. Prefeitura de Pato Branco decretou luto oficial de 7 dias. Inácio Berri nasceu em Rodeio (SC) em 13 de julho de 1924.

Aos 11 anos, deixou a casa dos pais para dar início aos estudos no seminário da Ordem Franciscana, em Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba, segundo a diocese. Tempos depois, Inácio adotou o nome de Policarpo. Ele foi ordenado sacerdote no Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1950 e se mudou para Pato Branco em janeiro de 1956.

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


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