Sobre processo de canonização de Zilda Arns, só o arcebispo dom Peruzzo pode falar, explica filho da médica, Nelson Arns Neumann.

Zilda Arns Neumann: a caminho dos altares?

Mesmo o jornalismo profissional, com as melhores das intenções, pode cometer impropriedades. Tal como aconteceu com os jornalões de São Paulo, quando, dias atrás, ao tratarem dos 10 anos de morte da médica Zilda Arns Neumann, abordando o processo da esperada canonização (começa com beatificação) da fundadora da Pastoral da Criança (CNBB), disseram: “A família de Zilda empenha-se em sua beatificação”.

Essa afirmação, de que haveria empenho dos Arns-Neumann pela canonização de Zilda, “não existe”, esclarece o filho da médica que o Brasil todo admira, o pediatra Nelson Arns Neumann, coordenador adjunto da Pastoral da Criança da CNBB, com sede em Curitiba.

ONDE ESTÁ PRESENTE

A Pastoral está presente hoje em 11 países, cobre todos os estados brasileiros e atende pelo menos 1 milhão de crianças, dentro da linha de prevenção e acompanhamento da saúde da criança, tal como concebido por Zilda, fundadora desse braço da CNBB em 1985.

– Sobre o processo de canonização que a Igreja iniciou – diz Nelson Arns Neumann – apenas o postulador, o arcebispo dom José Antonio Peruzzo, pode se pronunciar.

 

REDE GLOBAL

A coordenadora geral da Pastoral da Criança é a religiosa irmã Veneranda Alencar, do Instituto Missionárias de Santa Terezinha (IMST), de quem Neumann é o adjunto.

Ontem, 27, Nelson Arns Neumann deixou bem claro a este site o amplo espectro da Pastoral da Criança, de sentido ecumênico:

– A Pastoral é apoiada pela Rede Global das Religiões pelas Crianças, estando presente em 3.400 cidades e localidades. O forte da Pastoral é a América Latina e Caribe, mas está presente atuando com ótimos resultados em países distantes, como as Filipinas, Guiné Bissau, Moçambique.

MANUTENÇÃO

Um dos locais mais expressivos da ação da Pastoral da Criança é o Haiti, onde a médica fundadora morreu, há dez anos, ao atender vítimas do terremoto que acabou por vitimá-la também.

Tocada fundamentalmente por voluntários – a maior parte deles mulheres, mães de família, a ação da Pastoral depende de convênios, como os que mantém com o Governo Federal, via Ministério da Saúde.

CONTAS DE LUZ

Nos estados, o trabalho é apoiado, fundamentalmente por meio de doações que os benfeitores fazem por meio de contas de luz, autorizando descontos mensais em benefício da Pastoral.

– Esses convênios são fundamentais para nosso trabalho, envolvem hoje companhias de energia elétrica de 11 estados, explica Nelson, esclarecendo:

BUROCRACIA

– Não temos convênios com os estados. Cansamos de lutar contra a burocracia dos estados para eventuais convênios. É uma missão quase impossível, garante Nelson.

No rol das não poucas despesas de caráter permanente da Pastoral há o seu quadro de pessoal, enxuto, essencial, mas que mesmo assim envolve 200 funcionários. (SEGUIRÁ)

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