Paulo Rabello de Castro continua sua ampla catequese, envolvendo vozes expressivas da sociedade paranaense em torno do Programa de Desenvolvimento e Metas, que concebeu, com sua autoridade, em novembro de 2018, e que o governador Ratinho Junior está implementando.

Na terça-feira, 19, quando o governador, em reunião do secretariado fez avaliação de alguns dos primeiros resultados que sua administração – como corte de 20% das despesas do Estado e eliminação de secretarias, de 28 para 15 -, Rabello de Castro disse:

– O plano de metas e investimentos, desenvolvido após uma avaliação econômica, financeira e social do Paraná, é apenas o primeiro passo. Agora, os secretários de Estado vão trabalhar na etapa seguinte, que é a operacionalização das ações propostas, com o olhar específico de cada setor”.

À tarde, da mesma terça, em reunião privada com lideranças empresariais na Associação Comercial do Paraná (ACP) o economista foi recebido por Gláucio Geara, Antoninho Caron, Ardison Akel e Odone Fortes Martins. No encontro, a afirmação mais incisiva de Rabello é a que “o Paraná está em ótima posição, pode contratar empréstimos internacionais”.

O economista está fazendo uma espécie de “peregrinação”, explicando à sociedade abrangente o plano de metas do Governo para as lideranças da sociedade abrangente.

PRONTO PARA CONTRATAR

A conversa informal com o grupo liderado por Geara durou cerca de uma hora. Tempo suficiente para que o ex-presidente do BNDES, ex-presidente do IBGE, e que por anos dirigiu a Revista da Fundação Getúlio Vargas, expusesse opiniões sobre o Paraná, seu atual governo, suas possibilidades.

Foi também oportunidade para que Rabello de Castro alargar-se em temas nacionais. Citou, respondendo a indagações, que o BNDES não teve qualquer perda com empréstimos feitos ao Grupo JBS que, disse, foram muito valiosos para o banco, que tem – garantiu – 21% das ações da corporação. Em síntese, não há – frisou – qualquer problema envolvendo o BNDES e a JBS.

AJUSTE FINANCEIROS

Na exposição ao pequeno grupo de dirigentes da ACP, Rabello de Castro, garantiu não apostar no chamado ajuste do sistema financeiros. Acha que ele não virá, apesar dos esforços do ministro Paulo Guedes.

AS PRIVATIZAÇÕES

Otimismo mesmo Rabello de Castro mostrou com relação ao programa de privatização das estatais que o Governo pretende desenvolver. Para o economista, pelo menos R$ 1,2 trilhão deverá ser apurado com o processo, o que, no entanto, “não refresca” a questão da dívida interna”, observou.

PARANÁ PRIVILEGIADO

Otimista, Paulo Rabello de Castro alongou-se em observações, e com detalhes, sobre a situação fiscal do Governo do Paraná que disse considerar “exemplar”. Para ele, além do Paraná, apenas os estados de São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina estão em situação em situação saudável.

No caso paranaense, frisou, o Estado tem todas as condições para habilitar-se a empréstimos internacionais para seus projetos de desenvolvimento.

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