Governador Ratinho Junior e secretário Guto Silva

 

O volume 12 do meu livro Vozes do Paraná – Retratos de Paranaense continua em plena elaboração, embora ainda sem nova data marcada para lançamento, em função da pandemia.

O que se pode adiantar é que os personagens do próximo livro são donos de histórias muito especiais no Paraná de nossos dias.

É gente como o chefe da Casa Civil, o deputado Guto Silva, considerado o braço forte e exímio articulador do Governo Ratinho Junior. Para bons avaliadores da política paranaense, ele poderá, a longo prazo, ser aquele em que o governador apostará fichas para sua sucessão. Isso, claro, depois do próximo mandato, no qual Ratinho Junior será candidatíssimo.

Hoje, como “aperitivo”, a Coluna/Blog apresenta trechos da longa entrevista que Guto concedeu-me para o livro. Falando de forma direta, o chefe da Casa Civil aponta como característica do atual Governo a praticidade e a rapidez em tomar decisões. Uma espécie de guerra à demora burocrática. Leia a seguir:

 

Sabem para onde ir

“O governo Ratinho Junior é muito prático, rápido ao tomar as decisões. A percepção do governo é a de que tem muita clareza para onde ir, e com que velocidade. Minha função no governo é pacificar, harmonizar a relação com a Assembleia Legislativa, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça, para agilizar as decisões do governo.

Os aspectos essenciais da administração se devem ao fato de termos planejado bem o plano de governo durante a campanha, rodado o Paraná e sintonizado os desejos da população com as iniciativas do governo. Ao saber quais seriam as prioridades, pudemos nos organizar de forma rápida. Clareza do que fazer e do que não fazer. Governo enxuto, austero, com uma série de medidas duras inicialmente, mas sintonizado com os paranaenses. Dessa forma, nossa gestão teve condições de ganhar terreno, de forma harmônica.

 

E quais são as vocações do governo?

Eu destacaria a infraestrutura. O Paraná ficou preso, pela concessão e pela falta de investimentos públicos em obras estruturantes, ao Anel Viário. Nosso agronegócio dobra de tamanho e produção a cada dez anos, mas nossa infraestrutura ainda é da década de 1980 e 90. Estamos implantando um novo plano logístico do Estado: ferroviárias, ampliando a Ferroeste; com aeroportos, no novo plano de aviação regional; rodovias, com novas obras e projetos de concessões; e o Porto, que está sendo expandida sua capacidade.

 

Vertical logística

Toda essa vertical logística é muito importante para a competitividade do Paraná. Acreditamos que se a infraestrutura melhorar, teremos melhores condições daqui para frente, em 20 e 30 anos. Sabemos que hoje o custo Brasil é alto: com os preços dos pedágios e a ineficiência da malha rodoviária, o Estado acaba atrapalhando quem produz. Mais infraestrutura leva a mais competitividade, que gera mais empregos e renda para a população.

 

Aviação regional

E em todos os modais. Estamos com um plano agressivo de aviação regional, somos o Estado com mais aeroportos em funcionamento e volume de passageiros, mais que São Paulo: desde 2019, passamos a ser o estado com o maior número de voos regionais no Brasil. Mas claro que não podemos descuidar dos investimentos nas rodovias, que são nosso maior gargalo.”


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