Ministros Celso de Mello (STF) e Bruno Dantas (TCU)

 

Celso prorroga inquérito
Pela segunda vez, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou por 30 dias o inquérito que investiga a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal . O despacho foi publicado na noite desta quarta-feira, 1. “Concedo, por mais 30 (trinta) dias, a dilação de prazo ora postulada pela ilustre autoridade policial federal, para efeito de realização de diligências investigatórias ainda pendentes (ou que se façam eventualmente necessárias) quanto ao inquérito policial em referência, considerada a iminência do encerramento do prazo anteriormente deferido”, escreveu o decano da Suprema Corte. Entre as diligências ainda pendentes, está a tomada de depoimento de Bolsonaro. No último dia 19, a PF reforçou a importância de ouvir o presidente e, uma semana depois, Celso de Mello pediu a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a medida. A investigação foi autorizada pelo STF em 27 de abril, após, ao anunciar a saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro afirmar que Bolsonaro queria colocar na diretoria-geral da PF uma pessoa de sua confiança, para ter acesso a informações e relatórios confidenciais de inteligência.

MPF receberá lista de fraudadores do auxílio
O Tribunal de Contas da União determinou nesta quarta-feira, 1, o envio ao Ministério Público Federal da lista de beneficiários que teriam cometido fraudes para receber o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal. Os ministros aprovaram o parecer do relator do processo, Bruno Dantas. O benefício deveria ser repassado apenas a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos, desempregados e famílias de baixa renda. Contudo, conforme o relatório, foram beneficiados servidores públicos, aposentados e até pessoas que haviam falecido. Ao todo, o TCU encontrou indícios de que 620.299 pessoas foram contempladas pelo voucher de forma irregular.

 

Eleições adiadas para novembro
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 1, a proposta de Emenda à Constituição que estabelece o adiamento do primeiro e segundo turnos das eleições municipais para 15 e 29 de novembro em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O cronograma inicial previa a realização do pleito em 4 e 25 de outubro. O texto altera também datas de boa parte do calendário eleitoral, como a das convenções partidárias e a dos registros de candidatos. No primeiro turno, o projeto recebeu 402 votos favoráveis e 90 contrários, com a contabilização de quatro abstenções. No segundo turno, o placar ficou em 407 votos a 70 pela postergação, com uma abstenção. Agora, a matéria vai à promulgação.

 

A vitória de Putin
Resultados parciais divulgados nesta quarta, 1º, afirmam que 77% dos russos que votaram no referendo aprovaram as reformas constitucionais propostas pelo presidente Vladimir Putin. O pacote de mudanças permite que o presidente se candidate nas duas próximas eleições, em 2024 e 2030, podendo permanecer no poder até 2036. Para que a proposta fosse aprovada, bastava que mais da metade dos votos fosse favorável. Segundo as autoridades russas, o comparecimento foi de 65%.

(Revista Crusoé)

 

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


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