Da Prefeitura de Curitiba não esperem explicações sobre os “lapsos” horas atrás apontados por leitores, e que ocorrem no seu Portal da Transparência.

José Carlos Gher: não poderia…

 

O mais recente deles, conforme noticiei, foi o “sumiço”, no dia 23, da relação de funcionários e seus gastos feitos na viagem a São Paulo, semana anterior, acompanhando o alcaide para a festa de entrega de um prêmio a Curitiba.

EMBALANDO O EGO

Afinal, nada há de surpreendente quanto ao séquito, já que Rafael Valdomiro só se movimenta acolitado por amplo cordão de apoios, gente para, se possível, também inflar seu ego imenso.

Mas será que as prestações de contas estariam ‘em vias de revisão’, como admitiu alguém do gabinete do alcaide? E por isso o “sumiço temporário das contas”?

ESCOLHIDOS

O que se soube, é que Cris Alessi, Paulo Krauss, Bacilla, Marcelo Cattani – entre outros – formaram o time de apoio ao alcaide que foi à Paulicéia. Isso sem contar com o ‘protegé’, indefectível assessor Lucas Navarro de Souza, cujo salário para paparicar o prefeito é de R$ 17 mil.

Ele, sabe-se, é também uma espécie de valet de chambre do Rafael Valdomiro.

NOVAS INDAGAÇÕES

Leitores – um deles instalado em gabinete muito próximo ao do alcaide, menos de 20 metros – ampliam o rol de questionamentos. Apresentam alguns, de alta octanagem política, que já podem estar sendo analisados no MPE. Não é exagero.

MINISTÉRIO PÚBLICO

E porque o MPE estaria entrando nos terrenos do alcaide, com o qual, até agora, tendo se mostrado benevolente? Simplesmente porque o ativista político José Carlos Gher, tesoureiro do PTB, dirigente estatutário de partido político, ocupa posição de direção na Agência Desenvolvimento de Curitiba. Não poderia, em hipótese alguma.

LEI 13.303/16

Ocorre que essa situação é vedada pela lei 13.303/16, artigo 7, parágrafo 2., pois como tesoureiro participou de arrecadação de fundos para campanha política. A proibição também é prevista pelos incisos 1 e 2 do artigo citado.

A ATA, ONDE ESTÁ?

Da própria Agência Desenvolvimento de Curitiba, de vozes vigilantes que lá habitam, e não satisfeitas com a escolha de Paulo Kraus (escolhido por Cattani) para função diretiva, chegam reclamações:

“Onde está a ata que elegeu Paulo Krauss para a diretoria, e qual delas irá ocupar?”. Ninguém sabe, muitos querem ver. Tudo preto no branco.

Para ler a coluna completa do blog Aroldo Murá, clique aqui.