Para o fundador e presidente do Grupo Educacional Uninter, o Governo está no caminho certo fazendo reformas: “Hora é de deixar causas menores pelas maiores”. Pede a montagem de um “aparato de guerra para combater queimadas”.

Wilson Picler foi o maior doador individual à campanha do PSL em 2018, com R$ 800 mil.

 

Nesta segunda-feira, 7, o fundador e reitor do Centro Universitário Uninter, professor Wilson Picler, foi taxativo ao dizer a este blog/coluna que o país deve colocar, de forma permanente, o Exército na Amazônia para deter “os incêndios”.

E acentuou: “É preciso colocar todas as forças terrestres e também as aéreas para deter esse crime que, parece, começou no governo anterior, pois quando colocam fogo na floresta é porque já tinham tirado o essencial, as toras…”

 

MAIOR DOADOR

Maior doador individual do PSL na eleição de 2018, com aporte da pessoa física de R$ 800 mil, dono de fortuna declarada de R$ 48 milhões, Picler acha que o dinheiro foi bem empregado, apoiando a eleição do presidente da Jair Bolsonaro, e ajudando a “eliminar as forças da esquerda na vida política do país”.

As esquerdas – pontuou – “foram um atraso de vida do Brasil”:

– Eu estava certo ao apostar no projeto Bolsonaro: o presidente está fazendo o que deveria ser feito e estamos vendo a implantação do que importa, as reformas macro. Começou com a da previdência, está a caminho a tributária, depois virão outras…

 

“MINHA OBRIGAÇÃO”

Mestre em Física, Wilson Picler – que foi personagem de meu livro Vozes do Paraná e apontado em 2018 um dos Grandes Porta-Vozes do Paraná, realização do Instituto Ciência e Fé de Curitiba -, não se esconde:

– Estava na hora de o empresariado e de todos os que não aceitam governos tendentes ao modelo venezuelano, via esquerdas, tomar posição.

Por isso, eu e outros muitos dirigentes de empresas apostamos no projeto de uma direita progressista, como a proposta por Bolsonaro:

– Era minha obrigação tomar a posição que tomei, garantiu.

 

SEGURANDO GASTOS

Picler diz ser fácil identificar os que se opõem ao Governo Bolsonaro, citando:

– O presidente fez o que tinha de ser feito, segurou os gastos, adotou rigor fiscal. A esquerda grita, tal como é de seu feitio. Acontece que esses esquerdistas tiveram sua oportunidade de governar e deixaram o Brasil do jeito que ficou…

 

COISAS MENORES

Objetivo, Wilson Picler não tem dificuldades de identificar “ação de esquerdistas frustrados pela perda do poder” – nas reclamações e “campanhas contra o Governo”. Para ele, “isso tudo não passa de preocupações menores, que não podem ofuscar as causas maiores assumidas pelo presidente da República”.

 

EDUCAÇÃO: CONSEQUÊNCIA

Respondendo a uma pergunta, prefere não abordar a questão da Educação, “até porque ela será consequência de ações governamentais e estão vindo com as reformas. A Educação, na verdade, seguirá no seu caminho, como sempre seguiu”.

 

NO PLANO MUNDIAL

O empresário da área educacional – com centenas de milhares de alunos em todo o Brasil -, reclama “um mínimo de boa vontade” para deixar o Governo se organizar para grandes projetos internacionais em que o país se envolve e para as quais terá de ampliar seu acatamento geral…

 

AGENDA ECOLÓGICA

Direto, Wilson Picler não foge a temas que têm gerado muitos desgostos e controvérsias ao PSL e ao Governo:

“Sou um dependente da agenda ecológica. Até por isso, me revoltam as queimadas, que não são, no entanto, privilégio da Amazônia. Quem não se lembra de horrorosos incêndios recentes que queimaram serras, lares e pessoas dentro de carros, em Portugal? E os incêndios quase anuais da Califórnia, ceifando vidas?”

Reclama Picler: “Incêndios na Europa e Estados Unidos não rendem manchetes…”

A agenda ecológica do educador do Grupo Uninter compreende um clima de qualidade, zero de poluição ambiental e desenvolvimento com sustentabilidade.

 

ACERTOS NO MACRO

Registrando que sua opção à direita atende às necessidades do Brasil, Picler garante que “o governo Bolsonaro acerta no macro, ao contrário das esquerdas, que tiveram sua oportunidade no Brasil”.

As declarações de Wilson Picler são muito claras como profissão de fé:

“Apoio as propostas de Bolsonaro, estou com os caminhos da direita. O populismo impede o progresso”.

Por fim, garantiu o presidente do Conselho de Administração do Grupo Uninter que não pretende se envolver em política partidária, com o PSL ou qualquer outro partido:

– Fique bem claro, no entanto: minha aposta foi na campanha do PSL à Presidência, apenas.”

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