Candidato de oposição, ele alega que o clube, na prática, “é controlado por 3 ou quatro funcionários”.

João Pessoa

 

Geraldo Bolda, jornalista com forte preparo universitário em Filosofia, velho amigo, telefona-me cobrando: “Você esqueceu do João Cesar Pessoa? Pois ele é também candidato a presidente do Curitibano”.

Não, Geraldo, não o esqueci: ocorre que apenas nesta sexta, 18, descubro manifestação do empresário João Pessoa como candidato numa das duas chapas de oposição à Presidência do Clube Curitiba, o mais tradicional dos clubes da Cidade, dono de um apreciável quadro de 30 mil sócios, gente que frequenta as cinco sedes do clube.

Joaquim Miró é o candidato da situação.

 

MUITA EXPERIÊNCIA

Entusiasmado com a biografia do gaúcho Pessoa, que há dezenas de anos escolheu Curitiba para viver e cuidar da família, Bolda faz uma ardorosa manifestação de entusiasmo em torno do amigo: “Ele vive pelo menos 250 dias do ano no Curitibano. Sua inserção no dia a dia do clube é impressionante. E mais impressionante ainda são os talentos que ele expõe, como os de ser um administrador ímpar, um cidadão do bem”.

 

CONHECE TUDO

Aos 62 anos, Pessoa é visto no Curitibano como alguém que conhece os meandros do clube, suas possibilidades e suas carências.

Empresário, diretor de uma das construtoras históricas de Curitiba, a Gutierrez, Paula & Munhoz, que existe há 85 anos, Pessoa está ajudando – assim com a chapa capitaneada por Dr.Calixto -, a sacudir o período pré-eleitoral do CC.

Os outros candidatos já mostraram suas bandeiras. E a elas já me referi.

As propostas de João Pessoa, que cuidadosamente recolho de entrevista que ele deu quinta-feira, 17, à Rádio CBN Curitiba, deixam um certo tom de protesto. Numa delas, o candidato alega que o Curitibano, na prática, estaria “entregue à administração controlada por 3 ou 4 funcionários da casa”.

 

TUDO TRANSPARENTE

Acostumado a gerenciar negócios e gente em muitos níveis, Pessoa prega também total transparência na vida administrativo-financeira do Curitiba: “Vamos criar um portal da transparência”, a partir do qual, diz, o quadro social poderá acompanhar o dia a dia do clube em todas as áreas, departamentos, serviços.

REVENDO OS NEONS DA INFÂNCIA

Praça Osório antiga

Aos 12 anos, nada mais alegrava minhas noites quando, com os irmãos e os pais, passava pela Praça Osório e tinha meus momentos de encantamento noturno: vindo da então apenas Rua XV, parava para contemplar o espetáculo único, o ‘milagre do gás neon’ fazendo as moedinhas correr e cair no cofre da Caixa Econômica. Espetáculo único.

O enorme anúncio pairava sobre nossa cabeça, era uma espécie de portal luminoso da praça que, depois, nos surpreendia também com o “repuxo”, água abundante jorrando.

Nem sonhávamos com televisão, que até tinha chegado a São Paulo.

No outro lado da Praça, lá em cima do então mais alto edifício da cidade, o Santa Julia, imperava, vermelho, em letras colossais, o neon da Gutierrez, Paula & Munhoz, construtora ícone daqueles dias, 1953.

O Santa Julia continua majestático. Só que há anos sem a Joclena, moda infantil, e a Menilmontant, uma casa de modas femininas chiques. E, lamentavelmente, igualmente sem o neon da Gutierrez, Paula & Munhoz que, por anos, vi presente com muitas obras no Paraná todo. (AMGH)

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