Um jornal da Capital acolherá nos próximos dias ampla sondagem de um instituto nacional especializado em avaliações eleitorais.

Ney Leprevost, Fernando Francischini e alcaide Greca: nomes no páreo

Na opinião de bons analistas de nosso mundo político, a eleição de 2020 em Curitiba, para prefeito, tem apenas 3 fortes pré-candidatos, dentre os diversos que se insinuam.

Eles são, além do atual alcaide, Rafael Valdomiro, o secretário estadual Ney Leprevost, que perdeu a eleição passada por apenas 30 mil votos, e o deputado estadual Fernando Francischini (PSL), dono de 430 mil votos para deputado da ALEP.

DUCCI E FRUET

Esses futurólogos (?) omitem nomes de dois ex-prefeitos de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) e Luciano Ducci (PSB), que estão “inquietos na largada”, como os classifica um cronista esportivo dono de fino humor.

Eles têm eleitorado mais ou menos cativos.

Poderão ser peças chave para a uma futura composição em eventual segundo turno.

QUALIDADES

Fruet, um experimentado e bem acatado legislador, deputado federal, é legatário de votos de uma esquerda moderada e – muito provável, – terá substancial apoio de Goura Nataraj e toda uma nova geração que o segue, hipnotizada por uma saudável bandeira, a da mobilidade urbana e inclusão.

Isso se o Goura, deputado estadual, não for ele mesmo o candidato do PDT, dúvida que ainda está no ar.

QUALIDADES II

Ducci, que se deu bem, com muitas obras, ao suceder Beto Richa no Palácio 29 de Março, igualmente pode exibir um bom portfólio. Discreto, tem profundas raízes em áreas que movem a Prefeitura, como Saúde e Educação.

O MAIS COTADO?

Rafael Valdomiro Greca de Macedo pode até ser o mais cotado, na atualidade, a partir de avaliações cujas origens são mantidas convenientemente em sigilo.

Se não registradas na justiça eleitoral, não valem e não podem ser divulgadas (sob pena de castigos legais).

O que se murmura, no entanto, que as chamadas pesquisas “internas” colocam-no, na estimulada, seguindo nos calcanhares por Francischini e Leprevost.

E olha que Valdomiro deveria ter pelo menos 35% das intenções de votos.

SHOW A PARTE

Os gestos fora de moda de um prefeito que não prima pela modéstia e nunca se livrou do qualificativo exímio em “showoff”, podem render votos. Afinal, ele tem seu universo de hipnotizados; quer lembrar Jaime Lerner, a quem traiu pela “alma impura de Requião”, como lembram amigos do urbanista de Curitiba.

A corrida do alcaide para ter seu nome identificado com o do seu criador (contra o qual se voltou), é muito forte.

Mas ele não está nem aí se ‘aranha marrom’ diga gatos e sapatos de Lerner e seu grupo de revolucionários urbanos. Ele trata de capitalizar o nome mágico de Lerner, a quem promete entregar uma comenda que criou, da Prefeitura de Curitiba.

Afinal, como não tirar partido dos 50 anos da revolução urbana que JL promoveu e colocou a cidade como modelo mundial de mobilidade urbana e renovação urbanística?

DISSO QUE O POVO PRECISA?

Curitiba estaria precisando de personagens à moda século 19, vestidos de acordo com o século, celebrando inaugurações de obras restauradas, como os ressuscitados por Greca? Lembram-se da reabertura da Capela da Glória?

Enfim, ninguém é melhor diretor de cena de um showmício completamente “démodé”, como os que promove o prefeito e candidato a reeleição.

Mas será que é disso que Curitiba precisa?

RATINHO, COM QUEM FICA?

Hoje, ao que tudo indica, o governador Ratinho Junior não desestimula as intenções eleitorais de seu secretário de Justiça, Trabalho e Família, Ney Leprevost.

Ney é considerado um homem de sete instrumentos no Governo, dá conta de inúmeros recados e missões.

EM CIMA DA HORA

No universo dos magos das previsões e dos lances políticos, o que se diz é que o governador “só na última hora” definirá seu lado. Ou se manterá neutralidade. Resta saber como isso seria possível.

Fica claro é que o futuro vitorioso de 2020 sempre dependerá de Ratinho Junior, dono dos cofres mais bem abastecidos da República. Ninguém deverá, dentre os candidatos possíveis, ficar contra o habitante do Palácio Iguaçu.

FRANCISCHINI

Do alto de sua impressionante votação, o agora deputado estadual Fernando Francischini está em alta rotação: ouve conselheiros, escuta experts, deve estar ouvindo o Planalto muito além de seu dileto amigo do DEM, Abelardo Lupion, que muito estimula seu pleito ao Iguaçu.

MUITO OUVIR

Sem “luas pretas” ao seu redor – pelo menos por ora – Francischini está na fase do muito ouvir.

O que mais deve estar escutando é seu amigo dileto o presidente Jair Bolsonaro, com o qual tem notório grande prestígio. O provável futuro chefe da Polícia Federal, por exemplo, delegado PF Anderson Torres, secretário de Segurança de Brasília, é sua indicação. Como o presidente Jair tem repetido.

OLHAR CURITIBA

Se Fernando Francischni é deputado estadual de prestígio nacional e acústica no Planalto, o parlamentar não é nenhum néscio: sabe que suas futuras pretensões a prefeito de Curitiba passam necessariamente pelo sucesso do governo Bolsonaro.

MUDAR DISCURSO

E mais sabe Francischini: seu discurso não deve mais ter entonações nacionais, como as da prisão de traficantes.

Deverá, isso sim, se converter a realidades de Curitiba. Pois, afinal, o “mágico” Greca tem conseguido esconder situações calamitosas que envolvem Saúde Pública, Educação, ônibus urbanos muito caros, iluminação pública e uma “infinidade de mazelas” que estariam escondidas nas moradias da baixa renda curitibana, afetando gente que tem voto e peso.

Esse povo pobre é também sensível ao discurso de Bolsonaro, cujo governo repercutirá muito em Curitiba. Para o bem e para o mal.

Esse povo “anawin”, pobre absoluto, é eleitorado que não está interessado no festival de “Panis et circensis” do alcaide Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

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TUDO FICARÁ EXPOSTO

O potencial de votos de Ney Leprevost (PSD) e Fernando Francischini (PSL) será exposto nos próximos dias por pesquisa de intenção de votos que um instituto paranaense de perfil nacional começa a fazer, encomendado por um jornal da Capital.

Fiquem atentos, logo terão uma avaliação responsável com os devidos registros na justiça.

Enquanto o período pré-eleitoral não se escancara definitivamente, Valdomiro Greca monta, com nomeações e benesses, ações concretas pré-eleitorais.

NA TENDA

Uma delas, a sua tenda digital, especializada em trabalhar o mundo da Web, entre exaltações ao alcaide e fake news.

Nesse universo, apenas nesse, as nomeações parecem claras, basta ter olhos para ver. Uma delas, as de dois jornalistas, com boa folha de serviços a governos passados – e à própria campanha de Greca -, Paulo Kraus e Marcelo Cattani (odiado pela aranha marrom).

Sem falar em Cristina Alessi, um reforço nada desprezível, fidelíssima ao alcaide e ao seu entourage, está lá também.

Eles foram competentemente abrigados na “mãe empregadora” que a multidões acolhe, a Agência Curitiba. Salários à altura das ambições do prefeito e seu grupo.

Enfim, candidatos, formem seus batalhões: a guerra está começando, e virá, sei, com algumas lembranças de passados nada recomendáveis. Dentre elas, a da Nau dos 500 Anos, um fracasso total, que será a menos chocante e devastadora de todas…

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