Procuro qualificativo para bem definir Iso Fischer. Busco um que lhe sendo fiel, o encaixe folgadamente no universo das ocupações humanas e nos domínios das “graças” que distribui ao longo da vida.

Iso Fischer na entrevista ao Vozes do Paraná (foto: Annelize Tozetto)

 

 

Confesso ter simpatia por esse, “Poeta e Médico de Corpos e de Espíritos”. Pode-se também considerar outro, o conciso “Terapeuta da Fé”, tradutor de muitas realidades.

À primeira vista, essas definições até podem soar estranhas. Um tanto esotéricas. Ou pedindo maior precisão. Ou, ainda, que estariam transitando numa esfera um tanto surreal.

Pode ser. O lance continua livre.

O certo é que esse olhar sempre traduzirá minha apropriação pessoal das realidades. Com todas as minhas humanas limitações.

DÚVIDA METÓDICA

Fico a me perguntar, diante de dúvidas metódicas sobre minha capacidade de sintetizar o deontológico (que trata da teoria do Dever), desse ser de quem tanto ouvi ao longo dos anos, mas cujo primeiro contato pessoal estou tendo agora, com as primeiras entrevistas.

Tenho convicção que, ao longo dos próximos parágrafos a mim será dada razão. Sua história de vida, com o desfilar de um currículo gigante e impressionantemente multiforme, indicará que estou acertado igualmente nesta outra qualificação de Iso Fischer – ‘Curador, Poeta, Homem de Fé’ -; até porque é personagem múltiplo, hábil como só ele no manejo de diversos instrumentos.

É senhor de talentos polifórmicos que, acreditem, mexem até com realidades inanimadas. Mas nas quais ele divisa vida.

É o caso da água que Fischer pode aprisionar num copo para a oferenda de preces transbordantes para outros universos, que estão aquém de religiões e crenças. Afinal, acqua fons vitae, não é o que preceitua a sabedoria latina e universal?

SIMILIA CUM SIMILIBUS

Não tenho dificuldade em entrar no terreno da Homeopatia, especialidade médica reconhecida pelo Conselho Regional de Medicina (CFM) e reconhecida e com alto prestígio em países de Medicina rigorosa, como a Alemanha.

Foi a homeopatia de Hanemann que tirou Fischer de sua vida dupla, de médico e músico bem instalado, no início da vida profissional, em Campo Grande (MS). Mudou-se para Curitiba nos 1980 para fazer-se discípulo de um impressionante ícone da homeopatia daqueles dias, o paraguaio Javier Gamarra que, a partir do Paraná, com a sua Escola Médica de Homeopatia, estabelecera novas marcas de aceitação dos caminhos terapêuticos do similia cum similibus curantur.

Coisas semelhantes curam-se com coisas semelhantes.

Minha admiração, e dos que o conhecem e foram tocados por sua aura, escolhe uma de suas especialidades: fico como Iso médico. Ele cura pelo conhecimento científico e também pelos címbalos retumbantes de um instrumental terapêutico. Tudo centrado em canções e poética.

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