Vem por aí uma briga com o Governo, da grossa, nada desprezível pois promete mexer com duas instituições quase intocáveis na história do Brasil moderno: a igreja – católica e evangélicas -, assim como as entidades de caráter filantrópicos, como escolas, universidades, orfanatos, asilos, santas casas.

A possibilidade está estampada com detalhes, proclamada pelo secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra, homem duro na queda e que já trombou até com o presidente Bolsonaro, sem que sofresse represália.

A ideia é a criação da CP (Contribuição Previdenciária), que, se aprovada, deverá substituir a contribuição previdenciária que incide sobre a folha de pagamentos. O novo tributo proposto por Cintra incidirá sobre transações financeiras bancárias ou não. Terá alíquota de 0,9%.

Esse percentual – observe-se – será rateado entre as duas pontas da operação: quem paga e quem recebe.

NAS DUAS PONTAS

Esse novo tributo atingirá diretamente os fiéis na hora que pagam dízimo, ou outras contribuições eclesiásticas, assim como as entidades religiosas que o recebem.

Para Cintra, o novo tributo – que ele não admite seja igual à antiga CPMF – decretará o fim de tributação dos salários. “Será pecado tributar salário no Brasil”.

PODER DE FOGO

Quem conhece o poder de fogo de entidades beneficentes hoje isentas de tributos e, das igrejas, mais ainda, sabe que a decisão do Governo enfrentará de saída a capacidade de briga e de aglutinação da Bancada Evangélica no Congresso, e com a não menos vigorosa arregimentação da igreja Católica, por meio da CNBB, bispados, arquidioceses espalhadas pelo país.

– Quê paramentar que quererá ter os púlpitos contra si, em suas bases?”, pergunta um missionário redentorista curitibano à coluna, congregação que mantém inúmeros programas sociais no Paraná e no Brasil.

Dentre eles, comunidades terapêuticas de recuperação de drogados.

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