Testemunhas essenciais da imprensa paranaense: Luiz Geraldo Mazza, Hélio Puglielli, Ayrton Luiz Baptista, Airton Cordeiro, Adherbal Fortes, Maí Nascimento Mendonça, Dante Mendonça, Walter Schmidt, Raul Urban…

O jornalista Diego Antonelli, ex-Gazeta do Povo, e que se tornou conhecido pela autoria de livros voltados à História do Paraná, com grande ênfase nas imigrações europeias que para cá vieram, começa a falar em novos planos. O mais concreto e promissor – além de interessante – será aquele que tem como título provisório “História da Imprensa do Paraná – séculos 19, 20 e 21.”

– É até um pouco clichê, mas o certo é dizer que esse trabalho vai mesmo preencher uma lacuna, diz Antonelli, pós-graduado pela UFPR em Comunicação, e que ainda neste semestre vai lançar o muito aguardado “Voz do Paraná – uma história de resistência”.

PORTA DE IGREJA

Esse livro sobre o semanário, em fase de edição final, faz amplo levantamento da trajetória de um jornal que, no começo, anos 1950, era apenas uma publicação “de sacristia”.

Era vendido nas saídas de missas em igrejas católicas.

Antonelli foi a fundo, entrevistou jornalistas que nele trabalharam, revirou arquivos e documentos. Acabou mostrando o papel histórico exercido pela publicação em tempos ditatoriais.

GRANDES ATORES

O jornalista e pesquisador da História do Paraná, está mais entusiasmado ainda com os primeiros passos do livro que vai registrar grandes momentos da imprensa do Paraná, dos séculos 19 a 21, é objetivo:

– Estão aí, a nosso dispor, as melhores fontes para testemunhar sobre imprensa do Estado, sem falar que amplo acervo da Biblioteca Pública dá acesso a publicações pioneiras, como o jornal 19 de Dezembro.

Para o escritor e pesquisador, Luiz Gerado Mazza, Rosy de Sá Cardoso, Hélio de Freitas Puglielli, Fábio Campana, Celso Nascimento, Airton Luiz Baptista, Airton Cordeiro, entre outros, “serão entrevistados obrigatórios” do livro.

E acrescenta: alguns também veteranos, como Walter Schmidt, Elza de Oliveira, Raul Guilherme Urban, Adherbal Fortes Sá Junior, Dante Mendonça, Maí Nascimento Mendonça “igualmente terão muito a contar sobre os tempos do chumbo derretido nas oficinas dos jornais”.

Para as novas gerações egressas de faculdades e cursos de jornalismo, o livro será também pedagógico porque Diego Antonelli promete ouvir testemunhos também de gráficos, essenciais que foram para a existência dos jornais e revistas impressos.

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