Cota da Prefeitura contempla grupo de comissionados, donos de altos salários, e boa parte vai para o assessor especial Lucas Navarro de Souza… Também atente para as muitas subcontratações ilegais que ocorrem na Pedreira.

A Ópera de Arame é um dos espaços administrados, desde 2012, pela empresa DC Set Promoções. (Foto – Arquivo/CMC)

 

O que poucos sabem é que a prefeitura de Curitiba recebe uma cota ou melhor uma série de ingressos dos shows da pedreira Paulo Leminski que são distribuídos entre os cargos em comissão do gabinete do alcaide.

A grande questão é: Quais são os critérios? Novamente a ação do alcaide teria sua moralidade questionada!!!

LUCAS, O CONTROLADOR

Sabe-se que um dos controladores dos “ingressos” é o assessor Lucas Navarro, além de outros que também que recebem os benefícios.

A pergunta que não quer calar é a que título servidores bem pagos do gabinete recebem gratuitamente esses ingressos?

Qual a contrapartida dos gestores para receber esse benefício oriundo de um bem público concedido pelo Município? É razoável quem tem o dever de fiscalizar receber presentes de fiscalizado?

SUBCONTRATAÇÕES

Comenta-se a boca miúda nos corredores da Prefeitura que existe um grande problema no contrato da Pedreira Paulo Leminski. A remuneração da prefeitura é um percentual do lucro com a venda de ingressos; contudo o lucro estaria sendo mascarado por uma série de subcontratações sem previsão contratual, isto diminuiria o percentual devido ao Município.

BURLANDO NÚMEROS

A outra forma de burla estaria nos números de bilhetes/ingressos emitidos, os quais não são contabilizados todos os pagantes e ingressos emitidos, retirando e sonegando parte do valor devido ao poder público Talvez esse seja um dos motivos da distribuição de ingressos no gabinete do alcaide, ninguém quer acabar com a farra e com a sujeira que pode existir embaixo do tapete.

AMIGO DO ALCAIDE

Sabe-se que um dos sócios da empresa que administra a Pedreira é muito amigo do Prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo e da Aranha Marrom, transitando com muita facilidade nos bastidores municipais.

 

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PARA ENTENDER AÇÕES NA PEDREIRA LEMINSKI SOB O ALCAIDE

A coluna apresenta publicação da Câmara Municipal de Curitiba (*) para melhor entendimento do que se passa no universo da Opera do Arame

A Ópera de Arame é um dos espaços administrados, desde 2012, pela empresa DC Set Promoções. (Foto – Arquivo/CMC)

A Câmara Municipal recebeu a resposta da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) ao pedido de informações 062.00116.2014, sobre a concessão da Pedreira Paulo Leminski, Ópera de Arame e Parque Náutico. O contrato entre o Executivo e a empresa DC Set Promoções, que trata da administração desses espaços, foi anexado ao documento.

ADEQUAÇÕES

Segundo o ofício, as adequações da Pedreira e da Ópera de Arame “já foram concluídas em sua maioria, restando apenas adequações referentes à acessibilidade, em andamento”. Quanto ao Parque Náutico, as obras ficaram a cargo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), que ainda não as concluiu. “Portanto, a concessionária ainda não iniciou a operação no parque”, completa.

USO DOS ESPAÇOS

Outro ponto questionado foi a prerrogativa de uso dos espaços, sem a locação. A FCC informou que a Prefeitura de Curitiba possui uma data anual para a realização de show de grande porte, uma para evento do calendário oficial da cidade e cinco para eventos que não sejam shows de grande porte.

DEZ DATAS ANUAIS

Na Ópera de Arame, o contrato prevê dez datas anuais para shows e eventos e uma para atividade do calendário oficial do município. No Parque Náutico a autorização é para cinco datas, por ano, para shows. O Executivo não pode sublocar os espaços ou cobrar ingresso.

Em relação ao retorno financeiro sobre os eventos particulares, o documento aponta que a contraprestação pela outorga dos espaços, conforme cláusula do contrato, será de 5% sobre a receita bruta mensal. Os recursos devem ser divididos entre a FCC e a SMMA.

PAIXÃO

O pedido de informações também indaga por que a encenação da Paixão de Cristo não foi na Pedreira Paulo Leminski. De acordo com a prefeitura, o espetáculo consta no calendário oficial de eventos, mas não demanda a utilização por apenas um dia. “Requer três dias para a montagem das estruturas, o dia da apresentação e mais dois dias para a desmontagem. Considerando que os espaços têm um custo operacional, fica viável a realização do evento em outros locais”, finaliza o documento.

(*) Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.

Clique aqui para ler a coluna completa do Blog Aroldo Murá.