Fé e política caminham lado-a-lado, e não há nada de novo nisso, ´o que lembra o blog do Tupan, que observa: “O eleitor vai reparar, no entanto, que o número de candidatos se apresentando como líderes religiosos aumentou este ano – e muito.”

Segundo dados do TSE, 4.656 candidaturas têm a denominação “pastor” ou “pastora” registrada no sistema. Para efeitos de comparação, em 2008 eram 1.985.

 

Crescendo constante

O crescimento se manteve constante ao longo das eleições. Em 2012 foram 2.679 candidatos e, nas últimas eleições para prefeito e vereador, em 2016, foram 3.367 candidaturas.

O Republicanos lidera (vinculado à Igreja  Universal do Reino de Deus) o ranking entre os partidos, com 364 candidaturas. Na sequência, o PSC, com 317, e o PSD, com 294.

O levantamento foi realizado por Arthur Fisch, consultor de inteligência eleitoral da plataforma Confirma e pesquisador da FGV, onde participou do desenvolvimento da base de dados eleitorais CEPESPData.

 

Família Losso, pioneira

Embora não tendo entre seus membros alguém ordenado pastor ou pastora, a família liderada por Luiz Losso começou a despontar nos anos 1960 pela forte ligação que depois se tornaria corriqueira, entre evangélicos e política no Paraná.

Os Losso – o pai, Luiz, e 3 irmãos -,foram desde vereadores a deputados federais no Paraná. Hoje em dia é quase impossível acompanhar  a presença de evangélicos nas eleições. Isso no Brasil todo. Além de pastor, pastora, missionário (a) e apóstolo e bispo (a) são outros nomes que identificam aqueles que pregam solenemente que “irmão vota em irmão”.

No mundo pentecostal, a denominação que mais contribuiu para essa ligação do político com o púlpito  são as igrejas da Assembleia de Deus, cujo grande nome – até poucos anos – foi o pastor Takayama, que não se reelegeu deputado federal. (AMGH)

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


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