‘Associação Dar a Mão’, fundada em São João do Ivaí, dedica-se a dar apoio e acolhimento aos familiares e às crianças e adolescentes com deficiência física do membro superior ou inferior.

Fala do Senador Flavio Arns no III Encontro Nacional de Agenesia de Membros, Familiares e Pessoas com Deficiência

 

Curitiba reuniu no último sábado (26) especialistas e profissionais de todo o país para o 3º Encontro Nacional de Agenesia de Membros. O evento foi promovido pela Associação Dar a Mão, entidade criada em São João do Ivaí por Geane Poteriko, cuja filha nasceu com agenesia de mão devido a uma condição rara chamada Síndrome da Brida Amniótica.

A agenesia de membros é uma má formação congênita provocada pelo fio da Brida Amniótica, ou seja, uma fibra da placenta que se enrola no bebê e impede que algum órgão se desenvolva e precise ser amputado.

 

TREZENTAS PESSOAS

O evento em Curitiba reuniu pessoas com agenesia de membros, pais, familiares, amigos, associados, acadêmicos, estudantes, profissionais, especialistas e voluntários envolvidos com a causa. Cerca de 300 participantes puderam acompanhar fóruns de discussão sobre educação, saúde, esporte, protetização/dispositivo 3D, inclusão social, acessibilidade, tecnologia assistiva, acolhimento familiar, política e direitos da pessoa com deficiência. O evento também contou com oficinas de recreação, dinâmicas com as crianças e voluntários.

 

ARNS, APOIADOR

Apoiador da entidade desde sua fundação, o senador Flávio Arns prestigiou a abertura do encontro e destacou a importância da associação e dos trabalhos desenvolvidos. “Precisamos, cada vez mais, lutar juntos para que nossa sociedade possa respeitar as diferenças e ser cada vez mais inclusiva”, afirmou Arns.

“ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO”

Geane Poteriko, fundadora da entidade inspirada no nome de sua filha Dara, explica que, na maioria dos casos, a agenesia é detectada durante a gestação. Porém, no caso de Dara, só foi descoberta durante o parto, apesar de a mãe ter feito acompanhamento durante todo o pré-natal. Desde então, dedica-se à associação cujo objetivo é dar apoio e acolhimento aos familiares e às crianças e adolescentes com deficiência física do membro superior ou inferior.

 

PRÓTESES EM 3D

Desenvolver próteses para essas crianças é o objetivo da pesquisadora Maria Lucia Miyake Okumura, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) que coordena o Projeto de Impressão de Dispositivos Protéticos 3D. Por meio da iniciativa, são disponibilizadas próteses para pessoas com agenesia em todo o Brasil.

O trabalho conta com a participação de voluntários, associados, alunos do ensino médio e estudantes dos cursos de Engenharia e Design da PUCPR.

Os projetos são realizados no programa de pós-graduação em Engenheira de Produção e Sistema.

 

TECNOLOGIA SOCIAL

Na PUCPR, Maria Lucia atua nas áreas de Engenharia de Produção com ênfase em projetos e pesquisa de tecnologia e inovação relacionados com Processo de Desenvolvimento de Produto orientado para Tecnologia Assistiva, Sustentabilidade e Tecnologia Social. A professora faz parte da diretoria na Pesquisa e Tecnologia da Associação Dar a Mão e é membro de conselho da Associação Esportiva de Deficiente Visual do Paraná.

 

CONTATOS:

‘Associação Dar a Mão’ – (43) 99846-9220, Geane Poterik – (43) 99846-9220, Maria Lucia Miyake Okumura – (41) 99932-0100

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