Ney Leprevost e Eduardo Pimentel: em busca de aliados

 

O mundo político local está mais ou menos mimetizando uma das mais expressivas marcas de Jair Bolsonaro: promove também uma vigorosa aproximação e associação com lideranças evangélicas.

Assim, na semana passada, por exemplo, o vice-prefeito Eduardo Pimentel apressou-se em posar com um líder pentecostal, logo depois que o blog do Tupan anunciara que pastores estavam para deixar o aprisco do atual prefeito, Rafael Valdomiro.

E outro forte candidato à sucessão de Valdomiro na Prefeitura, Ney Leprevost, posava, em seguida, com um dirigente da Assembleia de Deus em Curitiba, pastor de forte poder aglutinação de massas.

Essa “perseguição” a líderes religiosos evangélicos não surpreende.

Primeiro, porque a busca do aconchego religioso parece mais ou menos o “destino” das gentes que vivem momentos de dificuldades materiais e turbulências políticas. Os políticos apenas replicariam esses anseios.

E também há que se entender: os dirigentes evangélicos sabem vender seu peixe, uma habilidade que foi da Igreja Católica desde o Brasil Colônia e que foi se exaurindo depois dos anos 1980.

Em meio a essas realidades que envolvem sociologia da religião, fico a me perguntar sobre onde Rafael Valdomiro fez repousar sua outrora tão proclamada devoção a Nossa Senhora da Luz do Pinhais, que tanto preencheu suas rezas e seus motes da campanha, em anos passados? A santa, porventura, não mais é uma eficiente padroeira do alcaide?

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