Cida Borghetti e Luiz Carlos Martins: “temos os mesmos sonhos”

Deputado estadual veterano, Luiz Carlos Martins, que cumpre seu sétimo mandato, estará às 11 horas desta sexta, 6, no Palácio Iguaçu, testemunhando um fato histórico da vida pública paranaense: a posse de uma mulher no Governo, quando Cida Borghetti receberá o cargo de Beto Richa.

Ela será a primeira mulher a governar o Paraná de forma definitiva.

Para Luiz, “Cida e eu temos os mesmos sonhos”, expressão que, como adiantei semana passada, explica sua entrada no PP. A assinatura da ficha partidária se deu terça, dia 3, quando a governadora o acolheu no Partido Progressista (vide foto).

Dentre os sonhos comuns que divide com Cida e o Partido Progressista, o deputado deu ênfase à inclusão social.

“PESSOA AMIGA E QUERIDA”

Com o acolhimento caloroso que a identifica, Cida deu as boas-vindas e disse estar muito feliz em ter Martins ao seu lado.

“É com uma alegria muito grande que recebo esta pessoa amiga e querida de todos os curitibanos, de todos os paranaenses, um homem do rádio, da comunicação, por quem tenho um carinho enorme. Você tem a humildade, sabedoria e uma vontade de ver as pessoas cada vez melhores, Luiz. Governar para as pessoas, esta é a sua, a nossa essência. Você é um Progressista. Bem-vindo”, disse Cida durante a assinatura.

VIDA COM DIGNIDADE

Luiz Carlos Martins agradeceu o acolhimento e explicou por que está com Cida. “Agradeço muito as palavras da nossa governadora e quero dizer que estou com Cida porque o sonho dela é o mesmo que o meu. Sonhamos com um mundo melhor, principalmente com inclusão social. O que queremos é trazer as pessoas que estão à margem para uma vida digna e com qualidade. Vamos transformar este sonho num sonho coletivo”, disse Martins.

POR COERÊNCIA

O deputado reforçou ainda que a troca de partido foi por uma questão de coerência. “Nestes quase quatro anos, atuei em parceria com o Governo do Paraná. Fui crítico quando necessário, mas também trabalhei junto com o governador Beto Richa em benefício dos municípios. Agora, não seria coerente adotar uma postura diferente, talvez até mesmo de oposição, diante de tudo que foi feito até aqui. Meu compromisso maior é com a população e é em nome desta aliança que tomei a decisão de trocar de legenda”, afirmou o radialista.

Cida é pré-candidata ao Governo pelo Progressistas.

Assista ao momento da assinatura de filiação de Martins: https://www.bandab.com.br/politica/ao-lado-de-cida-luiz-carlos-martins-assina-filiacao-ao-partido-progressista-temos-o-mesmo-sonho/.


FILME CELEBRA OS 35 ANOS DO MUELLER

Alexandre Catarino, da OpusMúltipla

O filme produzido pela OpusMúltipla para o Shopping Mueller tanto celebra os 35 anos do shopping, quanto faz uma homenagem à cidade e a seus habitantes.

Com versões de 30” e 60” e veiculação prevista nas redes sociais do mall e em televisão paga, o filme retrata a intensidade da vida urbana em locais icônicos da capital paranaense, bem como as transformações ocorridas na cidade nos últimos 35 anos, desde a chegada do Mueller.

SEM NOSTALGIA

“Procuramos evitar a abordagem nostálgica. A intenção foi mostrar que ser o primeiro shopping de Curitiba serviu para o Mueller evoluir junto com a cidade. Foi isso o que quisemos passar com o conceito Mueller 3.5, que dá a ideia de uma versão aprimorada a cada aniversário e que a próxima será ainda melhor”, diz Alexandre Catarino, diretor de criação da OpusMúltipla.


PARTIDO DA UNIVERSAL ABRE-SE À DIVERSIDADE SEXUAL

Professor Luizão: ex-PT no partido da IURD; Edir Macedo: salas vazias?

Quem ainda imagina que o mundo evangélico brasileiro é “um só coração”, com unidade absoluta em matéria de fé e de pensamento político, ou de defesa de costumes, está redondamente engano.

Essa unidade dos evangélicos até podia ser parcialmente identificada na história das igrejas, no começo, quando os chamados “crentes” passaram a ter visibilidade.

IGREJAS ÉTNICAS

Primeiro, estavam além de igrejas étnicas – como a Sinodal Luterana, que acolhia basicamente alemães e seus descendentes; e centrados também entre presbiterianos, a partir do século 19, e Assembleia de Deus, no começo do século 20. Mesmo assim, já se identificavam inúmeras diferenças entre as duas denominações, a começar pelo batismo. E também em costumes: cabelo comprido das mulheres, e vestidos longos, por exemplo, então obrigatórios na Assembleia.

CADA CABEÇA…

Hoje a variedade e multiplicidade das chamadas igrejas evangélicas causam ainda muitas dificuldades para se entender essa suposta unidade.

Por exemplo, a Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, que ficou conhecida pelo combate ao homossexualismo e aos cultos afro brasileiros, é controladora do PRB, partido que cresce em todo o Brasil. Dele é o prefeito do Rio, Marcello Crivella.

DIVERSIDADE SEXUAL

O PRB, como “prova” de abertura, tem entre seus filiados no Rio o Coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, que trata, pois, das questões de apoio a gays, lésbicas e bissexuais.

Nélio Giorgini, o nome do moço coordenador, pertence ao PRB carioca e é membro de uma igreja presbiteriana da cidade.

MUDA PERFIL NO PR

No Paraná, o mesmo PRB – controlado pela Universal -, que tem entre seus membros o presidente da FIEP, Edson Campagnolo, abriu suas portas a um ex-pedetista outrora fortemente apoiado por Gleisi Hoffmann e Lula, Professor Luizão. Ele embarca no partido da Universal com um currículo eleitoral precioso, com resultados impressionantes de aceitação (mais de 90º%) de votos em suas duas eleições para a prefeitura de Pinhais.

Luizão, de formação católica, tendo sido seminarista na mocidade, é pule de dez no projeto de eleger-se deputado federal.

PLATEIA INFLADA

Na Folha de São Paulo desta quarta, 4, matéria de página inteira garante que as plateias nos cinemas para o filme “Nada a Perder”, sobre a vida de Edir Macedo, ‘estão infladas’. Fotografias mostram sessões vazias, enquanto supostas estatísticas indicam que o filme ser um “blockbuster”.

Pode ser milagre, gente.


PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA SÓ FUNCIONA NO ANDAR DE CIMA

Ministro Celso Mello: questão de consciência, garante

Quem acompanhou até altas horas o julgamento do habeas corpus de Lula no STF, deve ter ouvido, com certo laivo de orgulho do brasileiro que não desiste nunca, o decano Celso de Mello discorrer sobre a “presunção da inocência” e o artigo 5º da Constituição, como se este fosse o grande trunfo de nossa democracia ressuscitada.

OUTRA JABUTICABA

Como frisou o ministro, com grande eloquência, a prisão só pode ocorrer quando do trânsito em julgado do processo, ou seja, esgotados todos os recursos cabíveis. Mello, que sempre colocou-se contra a prisão em segunda instância por uma questão de convicção, não de conveniência, também tratou de destruir a assertiva segundo a qual o réu ser considerado inocente até a sentença final não é uma jabuticaba ou uma inventiva nacional, como afirma o populacho. Existe em outros países.

Citou dois: Portugal e Itália. Esqueceu dos Estados Unidos, Alemanha e França, entre outros, que admitem a prisão a partir de decisão de segunda instância.

MÃOS LIMPAS ITALIANA

Cabe lembrar: Portugal vive agora em meio a uma versão lusitana da Lava Jato. A Itália chafurdou na operação Mãos Limpas e dela saiu enlameada. Ao fim de duas décadas, quando o clamor público já havia arrefecido, a carta constitucional italiana foi sendo lentamente adaptada para salvaguardar malfeitos e dar a eles uma tintura legal.

O CALOURO DA CORTE

A dose de realidade no julgamento veio antes, quando o ministro Alexandre de Moraes, calouro na corte apesar dos cabelos que se foram, pronunciou seu voto, rebatendo a ideia daquele que o antecedeu na palavra – Gilmar Mendes, “fugido” para Portugal – de que o entendimento de apenas um ano e meio teria causado injustiças e agravamento da crise carcerária. Um absurdo porque refutável em qualquer delegacia.

PRESOS EM PRIMEIRA INSTÂNCIA

Em 30 anos, desde a vigência da Constituição, não houve nenhuma alteração significativa no sistema penitenciário brasileiro. O aumento exponencial de presos não se deve a uma questão recente, nem à decisão da alta corte, mas ao fato de que 40% dos presos no Brasil são provisórios, sem julgamento em segunda instância.

A LEI DAS DELEGACIAS

Ou seja, aquela presunção da inocência que Celso de Mello emoldurou em seu voto, só vale para os presos de alto gabarito em condições de custear advogados. Não para o rés do chão do sistema, que continua a botar na cadeia, antes mesmo do julgamento, os infratores sob o crivo da lei das delegacias e das decisões monocráticas.

SEM PRAZO DE VALIDADE

Certamente é embaraçoso para um país redemocratizado há tão pouco tempo que dois presidentes da República tenham sofrido impeachment e um esteja à beira de ser preso sob a acusação de corrupção, mas a lei não é escrita com prazo de validade. Se o entendimento dos jurisconsultos é o de que, ainda com a previsão de recursos vários e do trânsito em julgado, há possibilidade da execução provisória da pena em segundo grau, ela deve ser respeitada. Ou deveria.

AO SABOR DOS FATOS

O STF, entretanto, parece disposto a moldar os entendimentos do Judiciário, ao sabor dos fatos. Se esse é o caso, preparem-se os brasileiros para escrever a nona ou a décima Constituição. Desta vez com artigo essencial: “Todos os artigos e disposições são passíveis de alteração sem prévio aviso”. E estamos conversados.


NELTON FRIEDRICH VAI PARA COORDENAÇÃO DA CAMPANHA DE OSMAR

Osmar Dias: aposta em plano de Governo; Nelton Friedrich: experiência

Nelton Friedrich, ex-coordenador de Meio Ambiente da Itaipu e ex-deputado federal, ingressou no PDT, assinando ficha de filiação na terça, 4. Será candidato a deputado federal pelo partido e um dos coordenadores da campanha de Osmar Dias ao Governo do Estado.

Segundo a assessoria de Osmar Dias, o pré-candidato disse sobre Nelton:

“Nelton é um dos homens públicos mais bem preparados do país. Durante treze anos foi diretor de Coordenação e Meio Ambiente de Itaipu, idealizou e pôs em pratica o Programa Cultivando Água Boa, premiado internacionalmente, inclusive pela ONU. É uma honra recebe-lo novamente no PDT. Já estivemos juntos em campanhas eleitorais anteriores e no Fórum Contra a Privatização da Copel, que ele presidiu em 2001 e no qual tive participação ativa como senador”, recordou Osmar.

SUSTENTÁVEL

Segundo Osmar, a experiência de Nelton na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, energia, saneamento e meio ambiente, tanto como secretário de Estado como na Itaipu, serão fundamentais para a elaboração do plano de Estado que ele pretende apresentar à população paranaense.

“Tenho dito que vou elaborar não um plano de governo, com projetos eleitoreiros feitos de ocasião para aparecer nos programas de tv, mas sim um plano de Estado consistente e estruturante, para o desenvolvimento de todas as regiões do Estado. Nelton vai dar consistência a esse projeto”, analisa Osmar.