O procurador da República Diogo Castor de Mattos, que anunciou a delação premiada da CCR, Rodonorte, implicando tucanos do Paraná – nas propinas para garantir o alto pedágio que os paranaenses vêm pagando desde 2000 – é sobrinho do lendário professor Belmiro Valverde Jobim Castor.

Belmiro expôs-se ao Paraná, nos anos 80, Governo José Richa, denunciando maracutaias que estariam sendo praticadas pelo secretário de Fazenda de então. Como consequência das denúncias, foi exonerado por Richa da Secretaria do Planejamento.

BARRA LIMPA

Jovem, 30 anos, com muita gana para temas criminais, Diogo é professor de Direito Penal na PUCPR.

Seu pai foi procurador de Justiça no Paraná.

Segundo fontes da PGR, o grupo CCR quer “limpar os trilhos, acertar contas passadas, pagar por seus pecados. E apostar na conquista de novas concessões que irão a leilão”.

Tudo para não correr o risco de enfrentar problemas na Justiça.

NO PALÁCIO E NO TCE

Na delação conseguida pela Lava Jato do Paraná, um motorista da Rodonorte detalhou as vezes em que entregou “montanhas” de malas de dinheiro no Palácio Iguaçu.

E mais: além das montanhas de dinheiro que entregou no Iguaçu, o motorista assegura que levou também muito dinheiro para o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) “e na associação das empresas concessionárias”. Tudo ao vivo.

Esse relato das entregas no Palácio, TCE-PR e associação de empresas concessionárias foi registrado pela Folha de São Paulo, coluna Painel dia 5 deste mês.

FAZENDO AS CONTAS

O leitor que faça as contas: se bem fundamentada a delação, segundo a qual as propinas da Rodonorte datam desde o ano 2000, os “regalitos” milionários teriam, então, abrangido o último governo Lerner, os dois de Roberto Requião e os dois – claro – de Beto Richa.

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