Edson Luiz Campagnolo mostrou mais cacife político do que esperado por seus opositores e, mesmo, do que imaginavam alguns de seus aliados, ao eleger, dia 14, Carlos Walter Martins Pedro, de Maringá, para sucedê-lo na Presidência da FIEP, a poderosa Federação das Indústrias do Paraná. E mais ainda: também venceu contestações, a mais expressiva delas a que vetava sua postulação a ser representante da FIEP no Conselho da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Venceu também essa parada.

Edson Campagnolo: consolida liderança; Ricardo Barros: recuperação de prestígio

POR DOIS VOTOS

Esses resultados eleitorais, definitivos, foram raquíticos, vitória por apenas 2 votos de Carlos Walter sobre seu oponente, Eugênio Gizzi, num colégio de 96 sindicatos com direito a voto. Mas o que importa é quem ganhou, no frigir dos ovos. O resto pode ser choro. Ou, a médio prazo, resultar em grande composição que Walter saberá articular no universo do Sistema FIEP, sabidamente generoso na hora de apaziguar oposições intestinas.

Afinal, o bem do segmento industrial é o que contará nos futuros diálogos, pois a indústria está a pedir água, como o resto do país.

ALIANÇA INESPERADA

Claro que se tem de observar as alianças que Campagnolo fez para chegar à vitória de sua chapa. Uma delas, inimaginável, sete anos atrás, quando Edson assumiu a FIEP, foi a de agora estender as mãos a Ricardo Barros, deputado federal e ex-ministro da Saúde, que ele havia derrotado na eleição que o levou ao Palácio da Indústria. Walter os reconciliou.

O marido de Cida de certa forma se recupera, assim, de derrotas: a eleição de Maringá, em que o irmão Silvio concorreu a prefeito, e a de Cida Borghetti, sem contar que no começo da década tentou ser Senador.

Agora resta saber se a dupla recém-formada, Campagnolo-Barros, aconteceu por méritos do ainda presidente da FIEP, ou foi mais um lance do habilíssimo articulador Ricardo Barros, mestre em certas causas quase impossíveis.

CAPITAL E INTERIOR

De qualquer forma, vale apostar fichas em Carlos Walter, um maduro nome na defesa dos pleitos empresariais e naa liças sindicais da Indústria.

E disso tudo fica uma lição forte ao pessoal de Curitiba que pregou insistentemente contra uma nova eventual eleição de um nome do interior, ao reclamar que a Capital, com Gizzi, deveria – “necessariamente” — ser o centro do poder da FIEP.

A pregação Interior versus Capital não colou. Por dois votos. Apenas.

Não importa. Não colou.

Já o futuro a Deus pertence.

QUEM É CARLOS WALTER

Nascido em Maringá, Carlos Walter Martins Pedro é sócio-administrador e fundador da ZM Bombas. A empresa, com mais de 30 anos de atuação, é especializada na produção de bombas hidráulicas, hidrolavadoras de pressão e sistemas eólicos para bombeamento e energia. Atua em todo o mercado nacional, América do Sul e Central e África do Sul.

É presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Maringá (Sindimetal Maringá), do qual foi fundador, e é conselheiro de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi presidente do Conselho Regional do Senai no Paraná.

Também é vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (ACIM). Preside a Fundação Tecnópolis de Maringá e o Conselho Gestor da Incubadora Tecnológica de Maringá. É vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) e integra o Conselho Temático do Setor Metalmecânico do Paraná (G19).

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