O presidente Jair Bolsonaro pode estar começando a experimentar os resultados “do seu próprio veneno”, na medida que começa a ser objeto de ameaças de grupos e líderes evangélicos que foram capitais para sua eleição.

Assim, por exemplo, o deputado federal Marcos Feliciano, conhecido homofóbico e que tanta dor de cabeça deu aos defensores dos direitos humanos no passado, estava ameaçando brigar com o Jair, porque não havia conseguido colocar um seu apaniguado na direção do CEAGESP, em São Paulo.

O pastor-deputado só sossegou porque no começo da semana o presidente o ungiu como um dos vices líderes do Governo no Congresso. Comprou a paz, por ora.

Na Igreja Católica, os bispos usavam, nos tempos do latim, a expressão “promovere ut removere” … (“Promover para remover”). Muito apropriado para a solução dada a Feliciano.

ALINHAMENTO É COBRADO

No entanto, outras forças localizadas em igrejas importantes – como as Assembleias de Deus – começam a cobrar do governo “falta de alinhamento com a pauta dos evangélicos”.

Uma das reclamações: haveria ainda muitos quadros que serviram ao PT, em diversos ministérios, que não perderam suas posições e altos salários, reclamam os pastores.

MANIFESTO: AMEAÇA

Enquanto frentes evangélicas organizadas – algumas a partir da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara – insinuam que logo divulgarão manifesto contra Jair, o presidente vai aprendendo a driblar situações adversas.

Nesta quinta, 14, aproveitando da luta promovido pelo astrólogo e suposto filósofo Olavo de Carvalho com alvo no Ministério da Educação, acenou com cargos agora vagos no MEC para os religiosos.

GUERRA RELIGIOSA

Se isso acontecer, resta saber se Olavo e seu time não promoverão uma verdadeira guerra religiosa. Uma Noite de São Bartolomeu, até, não estaria fora de possibilidades.

De qualquer forma, a coluna anotou a oportuna opinião de um deputado federal paranaense sobre o assunto: “Que saudades do Takayama…”

O deputado Takayama, bom de diálogo, foi o coordenador da Frente Evangélica na Câmara até o final de 2018.

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