Igreja do pastor R.R. Soares é a segunda maior devedora: são R$ 111,1 milhões

Assembleia de Deus de Blumenau liderada pelo pastor Nilton dos Santos

O governo Bolsonaro aceitou os pedidos de igrejas evangélicas para que elas fossem beneficiadas com algumas mudanças fiscais.

O assunto está na ordem do dia dos grandes noticiários. A coluna repassa apenas alguns detalhes sobre as entidades beneficiadas pela ação de parlamentares da chamada Banca Evangélica. A bancada nega que as mudanças operadas em junho tenham ligação com a Reforma da Previdência, em exame no Congresso.

Assim, observe o que segue:

UMA ‘MINIRREFORMA TRIBUTÁRIA’

Bancada evangélica quer rever obrigações de entidades religiosas com a Receita Federal.

IGREJAS COM MAIORES DÍVIDAS (*)

Débitos com a Fazenda Nacional e o FGTS inscritos na dívida ativa Ação e Distribuição:

1º           R$ 374,5 milhões             Igreja de fachada que movimentava recursos para grupo criminoso instaurado na Secretaria de Fazenda de SP, investigado pela Polícia Federal em 2012

2º           R$ 111,1 milhões             Igreja Internacional da Graça de Deus – Entidade liderada pelo bispo R.R. Soares Associação das Famílias para a Unificação da Paz Mundial

3º           R$ 97,3 milhões               Braço da entidade criada pelo Reverendo Sum Myung Moon, na Coreia do Sul

4º           R$ 72,1 milhões               Igreja Mundial do Poder de Deus – Entidade liderada pelo Apóstolo Valdemiro Santiago

5º           R$ 44,9 milhões               Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná – Braço da Assembleia de Deus. Entidade presidida pelo Pastor Nilton dos Santos

MULTAS E ANISTIA

Igrejas devem R$ 12,5 milhões por descumprir “obrigações acessórias” – Escrituração contábil digital (ECD)

O QUE AS IGREJAS PEDEM

Fim da obrigação da ECD, que vigora para igrejas desde 2016. O documento reúne, em meio digital, movimentações financeiras diárias.

COMO É HOJE

Em maio, o governo aumentou de R$ 1,2 milhão para R$ 4,8 milhões o piso de arrecadação que torna obrigatória a entrega da ECD

DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS DE TRIBUTOS FEDERAIS (DCTF)

O QUE AS IGREJAS PEDEM

Extinguir a DCTF de igrejas e anistiar multas cobradas pela falta de entrega do documento, que informa sobre tributos e contribuições recolhidos.

COMO É HOJE

O governo mantém a obrigatoriedade da DCTF, com multa mensal de R$ 500 em caso de falta de entrega da declaração.

CNPJ

O QUE AS IGREJAS PEDEM

Obrigar a inscrição no CNPJ somente da matriz da igreja, liberando as filiais

COMO É HOJE

A Receita já oficializou a dispensa de inscrição de templos que “não tenham autonomia administrativa ou que não sejam gestores de orçamento”.

(*) Débitos com a Fazenda Nacional e o FGTS inscritos na dívida ativa

Clique aqui para ler a coluna completa do blog Aroldo Murá.