Esses curitibanos criaram o maior ‘unicórnio’ do Sul do Brasil, a Ebanx. Está presente em Londres, Estados Unidos e Ásia. Seu alvo maior é a América Latina.

Co-fundadores do Ebanx: Alphonse Voigt, CEO, Wagner-Ruiz, CFO e Joao Del-Valle, COO (Foto: Divulgação).

O trio de empresários curitibanos de tecnologia (Alphonse Voigt, João Del Valle e Wagner Ruiz) não frequenta as relações dos mais importantes homens de negócios do Paraná, não dá declarações públicas em torno de temas políticos, nem de economia, não faz parte de associações e confrarias de homens de negócios.

São, na essência, milionários muito discretos.

No entanto, a empresa deles, a startup Ebanx, tornou-se o primeiro ‘unicórnio’ do Sul do Brasil. Só em 2018, por exemplo, processou US$ 1,5 bilhões em pedidos e neste 2019 sua meta é processar US$ 2,1 bilhões.

APORTE

Nesta quarta, dia 16, segundo revela o jornal O Estadão, a startup Ebanx receberá aporte de US$ 1 bilhão, liderado pelo fundo americano FTV. Com isso, a empresa passa a merecer o título de “Unicórnio”.

VENDER NO BRASIL

A Ebanx, com o aporte bilionário em dólares, continuará em sua missão:

ajudar sites estrangeiros a vender no Brasil em moeda local.

Tem entre seus clientes a Airbnb, Spoty e Allieexpress.

IMPRESSIONANTE

Os números do Ebanx são impressionantes: vai faturar U$ 150 milhões neste ano. A startup tem 600 funcionários, prepara-se para chegar a 800. Boa parte deles está em endereços da Ebanx na América Latina, Europa e Ásia.

Além da tecnologia de pagamentos, a empresa também cuida do atendimento e rastreamento da entrega para os parceiros de fora.

MEIA IDADE

O projeto liderado pelo quarentão Voigt – como homens dos quarenta anos de idade são também seus sócios – começou no Uruguai. O forte de sua atuação é a América Latina.

A Ebanx solidifica a safra paranaense de startups: a Ripefy, de Curitiba, recebeu US$ 45 milhões de aportes; em setembro, a MadeiraMadeira atraiu US$ 110 milhões, investimento liderado pelo Softbank.