A freguesia habitual, provavelmente, nem percebeu as duas ilustres presenças. Mas na última sexta-feira, por volta das quatro da tarde, compartilhou o balcão lateral da Pizza Itália – um dos mais antigos e tradicionais endereços do centro de Curitiba, na Cândido Lopes – com o presidente e o primeiro vice-presidente da Associação Comercial do Paraná-ACP.

Gláucio Geara e Camilo Turmina: sucessão na ACP

ENTRE MORDIDAS

Entre uma e outra mordida nos respectivos pedados de pizza, Gláucio Geara e Camilo Turmina conversavam animadamente. Seria em torno de algum acordo a respeito do processo sucessório? Pode ser.

Gláucio segue para o final da sua gestão 2017-2019 na presidência da ACP e Turmina, não é segredo, está de olho no posto.

Por falar na ACP, a entidade deve ser recordista em quantidade de vice-presidentes: seu organograma relaciona 24 nomes nessa função.

Para uma fonte da ACP muito próxima de Gláucio, o não comum enorme número de vices numa associação de classe, seria “apenas uma forma inteligente de contemplar, com alguma posição na diretoria, as diversas tendências de opinião na Associação Comercial”.

A bem da verdade, a proliferação de cargos de vices não é coisa de agora, vem de anos. Seria “uma tradição” que o bom senso manda manter, “até para garantir uma sucessão mediante chapa única”, observa a mesma fonte.

O Brasil, é bem verdade, é pródigo em justificar atos e fatos em nome de uma suposta “tradição”.

Eu me indago, desde quando 15 ou 20 anos configuram tradição na História, ciência que requer muito rigor para aceitar essa suposta qualificação? De novo, a ACP não está sozinha: no país, qualquer justificativa necessária para “acomodação” de situações é nominada como “tradição”.

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