Sobre a importância da OSP e do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná (IAOSP), o diretor Samuel Ferrari Lago relatou as seguintes informações à coluna sobre a Orquestra Sinfônica do Paraná e o processo de conquista de novos aficionados na música clássica no estado.

Por dever de justiça é preciso se registrar o trabalho não comensurável que Samuel, o Instituto e seus companheiros de diretoria vêm fazendo para a formação de novas plateias para a música erudita.

Esta coluna não se cansará de mostrar esse trabalho supletivo ao que deveria ser do poder público.

A propósito: Samuel Ferrari Lago será um dos personagens de meu livro referencial sobre personalidades do Paraná de hoje – “Vozes do Paraná – Retratos de Paranaenses”, volume 11. O lançamento da nova edição e também proclamação e diplomação dos “Grandes Porta-Vozes do Paraná”, será em 12 de agosto, às 20 horas, na Sociedade Garibaldi, em Curitiba.

SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

“A Orquestra Sinfônica tem cerca de 80 músicos. Para este concerto da “Sagração da Primavera” tivemos 30 músicos extras. Ou seja, no último final de semana, na apresentação no Grande Auditório do Teatro Positivo, tivemos de 100 a 110 músicos. Preços populares, a R$ 15 e R$ 30.

O ensaio aberto, sem custo, contou com a presença de pouco mais de mil alunos de escolas municipais em 30 ônibus. Ensaio didático com uma pedagoga, contextualizando a obra e apresentando os instrumentos”, observa Lago.

PALCO PARANÁ

Os músicos da OSP são divididos entre os mais antigos, funcionários concursados, e aqueles novos contratados celetistas pelo Palco Paraná, serviço social autônomo, tipo de organização social que é contratada pelo Estado para gerir esses músicos. A tendência é que todos os concursados que vão se aposentando sejam contratados pelo Palco Paraná.

É a tendência.

Os mais novos são os contratados recentes, na faixa de 30 anos. Os mais velhos, concursados, vão até 60 e poucos anos. E na seleção eles vieram do Brasil todo, Rio de Janeiro, Nordeste…

MAESTRO STEFAN GEIGER

“Sobre o maestro Stefan Geiger: ele recebe o que ele vale. Sem dúvida é o melhor maestro da Sinfônica do Paraná em décadas. O nível foi elevado sobremaneira. Quem vai às apresentações considera isso inegável. Acho que não é caro, é um investimento, um orgulho para o Paraná. Acho que a orquestra nunca esteve tão bem quanto hoje”, garante Samuel Ferrari Lago.

LOTAÇÃO DOS CONCERTOS

Relata ainda que a lotação dos concertos tem sido quase sempre plena. O concerto de abertura lotou. O seguinte, de música escandinava, praticamente lotou. A orquestra tem feito trabalho de tocar na RMC também, um pouco menor, enchido os teatros também de Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Araucária, etc. E há planos de tocar em Londrina e Campos do Jordão (SP), convidada depois de muitos anos, também pelo trabalho do maestro Stefan.

Um festival muito prestigioso do Brasil, parece que ela vai se apresentar lá este ano.

O instituto nasceu para apoiar a orquestra, que é do Estado. O instituto faz é trabalhar na captação de recursos e projetos, pagando algumas despesas e apoiando a orquestra.

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