Ninguém parece estar disposto a tirar o Brasil da crise.

Pelo menos essa é a impressão que nós, brasileiros, temos todos os dias.

O noticiário, quando não apresenta crimes, mortes, assaltos, roubos a banco com explosões no meio da madrugada, mostra as confusões da política brasileira com o enfrentamento entre o Governo, o Legislativo, o Poder Judiciário e agora a sociedade civil.

O Presidente Jair Bolsonaro fala com a imprensa ao deixar o Palácio da Alvorada. – Foto EBC

O crime está aumentado e disso ninguém duvida. A barbárie que aconteceu mais uma vez numa prisão do Pará mostra que estamos bem longe de uma solução para o problema.

Talvez o presidente Jair Bolsonaro deveria usar a sua rigidez para propor soluções mais eficazes no combate ao crime. Estamos fartos de tanta insegurança.

O trabalhador de bem vive preso enquanto o bandido está solto, bem armado, livre para agir.

Precisamos de uma legislação mais dura para quem comete crimes, de um judiciário mais ágil para acabar com a impunidade e de um sistema carcerário que iniba o crime e não seja uma escola para a formação de novos bandidos.

E o que falar das confusões da política brasileira?

Tudo bem que boa parte da imprensa tem uma má vontade com o presidente Jair Bolsonaro.
Mas é indiscutível que o presidente deveria pensar duas vezes antes de falar muitas das coisas que anda falando por ai.

O Governo erra ao desrespeitar a Constituição. Não é porque ele foi derrotado no Congresso que vai reeditando medidas provisórias tentando fazer valer, na base da força, o seu ponto de vista. Perdeu no Congresso e agora perde no Judiciário ao ver rejeitada a transferência da demarcação das terras indígenas da Funai para o Ministério da Agricultura.

Aliás o Governo precisa olhar com seriedade e competência a questão do desmatamento na Amazonia. Concordo com o presidente, a Amazonia é nossa, dos brasileiros, mas, não é por isso que vamos deixar aquela floresta seguir os passos do resto do pais.

A questão do desaparecidos políticos, existe um pouco de razão, muita promiscuidade e uma falta de humanidade. Razão porque o presidente atual tem o direito e o dever de reorganizar o Estado. Dizer que ele não pode mexer na tal comissão beira e infantilidade. Promiscuidade porque existe muita gente ganhando milhares de reais em indenizações sem nada terem feito ou lutado. Falta humanidade quando se desrespeita o luto de uma família seja quem for o assassino. Não é porque ele veste farda que deixa e ser criminoso. Criminoso é criminoso e ponto final.

Sonho com uma semana de silêncio, em que vamos acordar e ver notícias boas impulsionando a economia. Como a recente queda da taxas de juros. Sonho com o dia em que o presidente do nosso pais sai do carro para atender aos jornalistas e fale coisas positivas ao invés de buscar sempre a polêmica.

Conheci um político que um dia me disse a seguinte frase: fale bem ou fale mal, mas falem de mim. Não foi o presidente Bolsonaro, mas pelo jeito os dois frequentaram a mesma escola.

* Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.

Foi Diretor do Ministério do Esporte e Turismo, membro do Comitê de Patrocínio da Secretária de Comunicação Social da Presidência da República e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, no segundo mandato de então presidente Fernando Henrique Cardoso.