Milhões de famílias brasileiras estão sofrendo com as consequências econômicas causadas pela pandemia do Coronavírus.

O desastre financeiro foi agravado pela desvalorização do Real diante das moedas estrangeiras como Euro e Dólar. Essa desvalorização foi proporcionada pelas diversas crises políticas dos últimos meses, pela não realização das reformas administrativa e tributária, e também pelos grandes tubarões do mercado financeiro que vivem dos lucros das grandes especulações.

O reflexo positivo disso tudo foi que o governo e o Parlamento entenderem a necessidade da criação de um mecanismo que garanta um rendimento mínimo às famílias brasileiras.

Não é possível aceitar passivamente famílias inteiras passando fome, mendigando por um prato de comida. Crianças chorando, desnutridas, idosos com fome, pais e mães nas ruas pedindo por caridade e compaixão.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O projeto do presidente Jair Bolsonaro denominado Renda Cidadã está percorrendo as mesas de negociação em Brasília. Todos estão buscando fontes de financiamento. O orçamento do Governo Federal não é pequeno mas é apertado. O único lugar que sobra dinheiro é no pagamento de salários e benefícios dos funcionários públicos. A reforma administrativa é prioridade para o Brasil poder diminuir um pouco a desigualdade, que provoca tanta dor e desespero na grande maioria da população.

Se Bolsonaro conseguir a façanha de aprovar o programa Renda Cidadã ele passará de mito a messias. De ídolo a santo. E principalmente a candidato favorito às eleições presidenciais de 2022.

Nem Sérgio Moro, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, será capaz de abalar o favoritismo de Bolsonaro nas próximas eleições. Nos últimos dias os dois têm trocado farpas. O presidente falando que no seu governo não existe corrupção e Moro dizendo que Bolsonaro quer acabar com a Operação Lava Jato. Todo mundo sabe que o presidente fala demais e acaba dizendo bobagem, já Moro deve estar arrependido de ter abandonado a magistratura para ingressar na vida pública. Se tivesse continuado como juiz era bem provável que nesse momento estivesse limpando as gavetas do seu gabinete em Curitiba para assumir o lugar do Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal. Agora está sem emprego, sem função e perdido, entre ingressar na carreira política ou se dedicar à vida como professor universitário. Moro já sonhou em ser presidente do Brasil. Com a popularidade de Bolsonaro em alta, resta ao ex-juiz ser candidato a Governador ou Senador do Paraná. Mas até 2022 muita coisa pode acontecer, principalmente em se tratando de Bolsonaro e do Brasil.

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.