Tomara que 2022 chegue logo porque 2021 deverá ser daquele jeito.

Não sou pessimista, não estou torcendo contra e muito menos querendo que tudo dê errado, mas as previsões parecem que não são boas.

O tal coronavírus é um mutante, igual aos filmes de ficção, ele altera a sua característica e se torna mais agressivo, letal e e com um nível de transmissão altíssimo. Os cientistas ainda não sabem como enfrentar o problema, as vacinas são emergenciais, não existe uma maneira 100% eficiente e eficaz para combater o vírus. A única certeza é que o distanciamento social, lavar as mãos, o uso de máscara e o confinamento são as armas mais certeiras contra a doença.

Bolsonaro, Huck e Doria

O Brasil não tem um plano de vacinação transparente e concreto, que dê segurança à população que será imunizada. Não sabemos nem quando, nem como, nem quem irá receber a vacina, e nem qual é a vacina que vamos tomar. É uma confusão que não tem tamanho, é uma bagunça digna de uma comédia de pastelão.

O ano de 2020 terminou com o fiasco promovido pelo governador de São Paulo, João Dória. A vacina chinesa que ele vinha anunciando como a arma milagrosa que iria acabar com o corona não conseguiu passar pela fase 3. Não chegou a 90% de eficiência e não poderá ser considerada de uso emergencial. E para completar o vexame, ele decreta bandeira vermelha no estado de São Paulo, fecha lojas, o comércio, cancela festas, em seguida embarca na primeira classe de um avião rumo a Miami, no Estados Unidos, para descansar com a família.

A repercussão foi tão negativa que ele voltou no dia seguinte. Gravou um video pedindo desculpas, mas já era tarde demais. O mundo político é cruel, não existe espaço para esse tipo de erro. Doria foi vencido pela sua própria arrogância, pelo seu desrespeito com o próximo, pelo seu estilo soberbo de conduzir as coisas. Um homem da elite branca paulistana, tradicionalista, distante do povo. Pré-candidato à presidência do Brasil em 2022 dificilmente terá condições de superar a imagem dele sentado na poltrona da primeira classe de um avião, tomando champanhe enquanto os brasileiros estavam todos trancados em suas casas à espera de um milagre.

Teremos um 2021 de muita luta, de muita disputa política, de muita conversa e também de muito bla-bla-bla. Teremos que torcer para que o agronegócio continue dando um show de produtividade e segure nas costas o resto da economia brasileira. Teremos que aproveitar o ano para reinventar o Brasil, buscar novas alternativas para a economia, e acompanhar o trabalho da ciência no combate ao coronavírus. A gripezinha vai durar muito tempo ainda e até todos nós estarmos vacinados e imunes todo o cuidado é pouco. Que 2021 passe rápido e faça poucos estragos.