A pandemia vai passar.

Quando? Ninguém sabe. Os últimos números oficiais não são animadores. Os casos e as mortes estão aumentando, e a corrida para obter a vacina virou uma disputa eleitoral. Quem será o governador que vai conseguir primeiro? Não importa se a vacina chinesa vai funcionar ou não, o negócio é sair na frente e vender o seu peixe.

A única certeza é que a pandemia vai passar, e que vamos ter que nos virar para pagar as contas, ou na tua casa os boletos pararam de chegar? Quem está tranquilo é quem trabalha no setor público. O emprego tá garantido, o salário está sendo depositado integralmente, apesar do governo dizer que a arrecadação caiu muito.

Você que perdeu o emprego, que viu a empresa onde trabalhava fechar as portas, ou olhou para o lado e viu os seus filhos sem perspectiva de futuro, o que espera dos nossos governantes?

Imagem: pixabay.com

Como esse ano tem eleição para prefeito, uma pesquisa mostrou o desejo do eleitor para o futuro. A questão da violência urbana caiu um pouco como a grande preocupação da população. O povo quer saber sobre saúde e emprego, as pessoas querem se sentir cuidadas e acolhidas, querem um gestor que as enxergue como seres-humanos e as ajudem nessa travessia difícil que é a vida do jeito que ela está sendo vivida pela humanidade.

As grandes empresas continuarão a ser importantes para a economia, mas agora o mundo vai se voltar para o comércio local. O pequeno comércio do bairro volta a ganhar importância. Para que pegar um ônibus, se acotovelar com um monte de gente, e correr o risco de se contaminar, se você pode ter tudo o que precisa para viver ao lado da sua casa, a alguns passos do seu portão ou pela internet?

Como o prefeito pode ajudar a estimular esse pequeno comércio? Como o prefeito ou prefeita vai melhorar a atenção básica à saúde? Como estimular o ressurgimento dos empregos que desapareceram?

O perfil desse novo gestor será daquele que for o mais humano possível. Uma pessoa que entenda as necessidades dos mais carentes, que saiba como é o sofrimento de quem não tem comida para alimentar a família ou quem não tem emprego para garantir um futuro para os filhos.

A população quer alguém que cuide dela, mas não é aquela coisa de bolsa aquilo ou programa social, o maior desejo da população é crescer e evoluir, é poder ver os filhos melhorarem e terem uma vida melhor que seus pais e avós. Um gestor que esteja comprometido com o próximo e não com um projeto de poder ou com negócios para amigos e compadres. O povo quer alguém que cuide da sua família de uma forma sistêmica, ajudando no desenvolvimento e no crescimento pessoal, aconselhando e orientando, dando oportunidades. Quem será que tem esse perfil?

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.

 


Alexandre Teixeira

Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.